por Leo Prates
A rede estadual de Bahia conta com 1,1 milhão de alunos. Na maior greve da história da educação baiana, já são mais de dois meses e meio sem aulas. Além dos óbvios efeitos perversos da falta de aulas em termos de atraso no conteúdo programático e no processo de aprendizado e até no estímulo do aluno para a educação, um fator importante para muitas famílias é a merenda escolar, mesmo com todas as deficiências da qualidade da merenda escolar oferecida pelo Governo estadual. Uma refeição que muitas vezes é importante para os filhos de famílias de baixa renda, seja nas zonas urbanas ou rurais.
O que impressiona é a total inflexibilidade do ex-sindicalista Jaques Wagner com a negativa contundente e imperial de em momento algum abrir um canal de diálogo pessoal da figura do governador com os educadores. Com esta atitude, Wagner se isola e esquece dos compromissos que ele tem com a população em relação à educação, principalmente com as gerações do futuro.
Esta falta de diálogo está matando os sonhos dos nossos jovens. Os alunos que precisam ingressar na universidade já estão irremediavelmente prejudicados. Mas os professores têm todo o direito de lutar por salários e condições dignas de trabalho.
Portanto, este é um apelo ao chefe do Executivo estadual de que ao menos conceda aos educadores o direito democrático e republicano de terem acesso a uma mesa de negociações com o governador, que é o único que tem “o poder da caneta” para resolver esta interrupção do aprendizado, convivência escolar e merenda de milhões de crianças e adolescentes baianos nos quatro cantos do estado.
A ausência de negociação por parte do Governo do estado cria um muro; uma barreira criada uma forma intransponível pelo Governo do estado; que corre o risco de implodir o ano letivo de 2012, com prejuízos sem precedentes no Estado da Bahia para os educandos.
* Leo Prates É engenheiro eletricista e pós graduado em Administracao
