sábado, 21 de julho de 2012

ASSEMBLEIA DESOCUPADA E A GREVE CONTINUA



Assembleia desocupada
Publicada: 21/07/2012 03:09| Atualizada: 21/07/2012 02:40
Nelson Rocha REPÓRTER



Depois de um dia tenso, os professores da rede estadual de ensino desocuparam o saguão da Assembleia Legislativa do Estado, no Centro Administrativo da Bahia, ocupado há três meses, no final da tarde de ontem, em cumprimento a determinação da Justiça.

A categoria, em greve desde 18 de abril, completa neste sábado 102 dias afastada das salas de aula e anuncia uma assembleia geral para a próxima terça-feira, quando será decido a continuidade ou não do movimento.

“A gente decidiu que, pelas condições insalubres que foram colocadas para permanência dentro da Assembleia Legislativa, e depois de já ter mostrado nossa ousadia e força, sair em caminhada cantando o Hino Nacional e a música de Geraldo Vandré – Pra não dizer que não falei de flores, canção ícone dos protestos contra a ditadura nos anos 60-, até a rampa do Palácio do Governo do Estado.

Congratulamos-nos com esta vitória política pra gente e vamos continuar com a greve”, disse à Tribuna o professor de História João Guerra, 28, ao final do ato realizado no CAB.

Pela manhã os professores realizaram uma assembleia no próprio saguão da Assembleia, marcada por palavras de protestos, vaias e princípio de tumulto. “Quem decide se a greve acaba ou não, não é a diretoria do sindicato. Somos nós”, declarou uma professora após o encontro. Ao longo da jornada foi grande a expectativa quanto à saída dos manifestantes do prédio da Assembleia Legislativa da Bahia.

No meio da tarde, o presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo (PDT), comunicou à imprensa que não passava por sua cabeça “colocar a polícia para tirar os professores na marra, como nós chamamos na gíria. Mas espero que a justiça seja cumprida”, disse na oportunidade.

Em seguida, os cerca de 50 professores acampados no saguão da Assembleia abandonaram o espaço ocupado portando faixas, cartazes e cantando. Do lado de fora do prédio um grupo de aproximadamente 400 colegas aguardavam a retirada e, juntos, todos se dirigiram à rampa da governadoria para o desfecho final. Aos poucos os professores foram se dispersando, depois de ocuparem o local por 95 dias.

A próxima assembleia-geral da categoria, ainda não tem local e horário definido, mas há possibilidade de acontecer no turno matutino da terça-feira, no Colégio Central da Bahia, localizado na Avenida Joana Angélica.

Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), afirmaram que irão analisar cautelosamente o impasse com o governo e definir o rumo do movimento, que perdeu força em algumas cidades do interior, com o retorno de muitos professores às salas de aula.
Publicada: 21/07/2012 03:09| Atualizada: 21/07/2012 02:40
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