Para evitar um novo desgate com os professores da rede estadual de ensino, após 115 dias de greve da categoria, que foi encerrada em agosto, o governo da Bahia atendeu aos pedidos da categoria e decidiu implementar um calendário único para o ano letivo de 2013.
Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB), Rui Oliveira, a Secretaria de Educação do Estado (SEC) havia aprovado dois calendários para o próximo ano, com a pretensão de minimizar os efeitos da última greve.
No esquema proposto, alguns professores voltariam a dar aulas no mês de março, com férias no mês de fevereiro, e outros retornariam às salas de aula no mês de abril, com férias no mês de março. No entanto, a proposta, sob a consideração de ser desgastante e desnecessária, acabou incitando uma contraproposta da categoria.
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"Nos reunimos com representantes do governo na noite de ontem (segunda) e eles atenderam a nossa proposta de unificar o calendário. Agora, fica decido que todos os professores voltam às aulas no dia 1º de abril", garantiu Rui Oliveira. Como as aulas do ano letivo de 2012 serão encerradas no dia 10 de fevereiro de 2013, a unificação do calendário permitirá à categoria, e aos alunos, um período de férias pouco superior a um mês.
De acordo com a Secretaria de Educação, o Governo não apresenta resistências ao calendário único, desde que os 200 dias letivos de 2012 e 2013 sejam devidamente cumpridos, conforme a legislação. Ainda assim, a assessoria do órgão ainda não confirma o início das aulas para o primeiro dia de abril, já que aguarda uma formalização da decisão entre o governo e o sindicato.
Progressão de Carreira - Na manhã desta terça, a categoria voltou a paralisar as atividades para discutir em assembleia, além do calendário único, a aprovação do projeto de lei de progressão de carreira feita pelos deputados estaduais, que não contempla os aposentados. Uma nova paralisação foi agendada para o início do mês de dezembro.
Apesar de contrariada pela APLB, a Secretaria de Educação considera que o projeto de progressão de carreira, aprovado pelos Deputados, foi bem recebida pela maioria dos professores. Prova disso, conforme o órgão, é que três dias após a abertura das inscrições do curso à distância, que condicionará o aumento salarial dos servidores, mais de 19 mil professores, cerca de 83% do total do Estado, efetivaram suas inscrições.
Sobre a não contemplação dos aposentados na decisão, a SEC diz que a lei se refere a uma progressão na carreira do magistério. Sendo assim, estaria relacionada àqueles profissionais que estão em atividade.

