3:32, 1/11/2012
REDAÇÃO ÉPOCA
SEM CATEGORIA
Baby do Brasil fez um show para comemorar seus 60 anos de idade na noite desta quarta-feira (31) no Rio de Janeiro. Encorajada e amparada pelo filho, o guitarrista Pedro Baby, que assina os arranjos do show, a cantora, que há tempos se dedica à música gospel, voltou a cantar seus antigos sucessos, aqueles da fase pré-conversão (Baby se tornou evangélica no fim dos anos 90). E quando digo sucesso, são sucessos mesmo. Nada de hits de verão. São músicas que entraram para a história da música brasileira, como “Masculino e feminino”, “Sem pecado, sem juízo”, “Telúrica”, “Todo dia era dia de índio”, “Um auê com você”, “A menina dança (da época dos Novos Baianos)”, entre outras.
O show contou com a participação de Caetano Veloso, que, no fim dos anos 70, deu a Baby a canção “Menino do Rio”. Juntos, além dessa, cantaram ainda “Farol da Barra”
Em vídeo de divulgação do show, Baby, que se autodenomina “popstora” (popstar + pastora), disse que o filho fez um pedido para que ela não colocasse nenhuma música gospel no show. “Ele me disse: quero que você olhe o seu trabalho, o tempo inteiro você é espiritual”, diz. Baby também revela que relutou em aceitar a proposta, mas que teve o “ok” (de Deus) e resolveu encarar o desafio.
E, a julgar pela plateia vip, muita gente estava com saudades da Baby. Zélia Duncan, Ana Carolina, Teresa Cristina e Marisa Monte forma algumas colegas de profissão que estiveram por lá. “O show de ontem prova o valor de um percurso sem atalhos, em direção à música, ao chamado que ela promove na vida de alguém”, escreveu Zélia no Twitter. A cantora também comentou o encontro de Baby e Caetano no palco. “Cantaram um Menino do Rio de chorar de lindo, durou DEZ min”.
Nas redes sociais e na mídia, a comoção foi parecida. Saudações e elogios para a cantora.
Em declarações após o show, Baby e Pedro não descartaram uma turnê pelo país (a princípio só haveria esse show de comemoração) e até um registro ao vivo da apresentação. Tomara! Uma voz como a de Baby – carregada de história, personalidade e brilho, algo que falta muito ao cenário musical atual – não pode ficar restrita a um tipo de música. E que não vejam essa minha declaração como preconceito. Tudo é, literalmente, divino.
(Fotos: Leonardo Aversa / Agência O Globo)
Danilo Casaletti
