domingo, 29 de abril de 2012

AS NOTICIAS DA GREVE SE ESPALHA PELAS REDES SOCIAIS.

REENVIANDO DE UMA AMIGA DE TANHAÇU-BA.
--- Em sáb, 28/4/12, Cida silva <cidinha_s_souza@yahoo.com.br> escreveu:
 
postagens da greve dos professores. Veja isso!!!! Vamos pra mídia.  DOMINGO NO FAUSTÃO 

Andréa Gonzalez 27 de abril de 2012 at 12:22 - Reply
Que bom que o Comando de Greve está relutante e não permite o enfraquecimento do movimento! Achei as decisões de hoje perfeitas: falar diretamente com o sínico do Wagner e ir a Brasília deixar o Ministro ciente do que está acontecendo aqui! Aqui em Santo Amaro estamos firmes e em luta. Domingo, TODOS ao vivo no Domingão do Faustão! Estaremos lá, levantando faixas, distribuindo panfletos para que o país saiba quem é o Governador de Todos Nós!

jairo rodrigues da silva 27 de abril de 2012 at 12:17 - Reply
Sou professor do interior(Jaguarari) e, por aqui a adesão não foi total , pois a maioria dos professores da escola que eu trabalho são REDA ou PST. mas os efetivos aderiram em sua maioria. porém, ficamos muito desinformado da situação e gostaríamos de informações atualizadas.
Se possivelmande para meu email,
Obrigado!
A greve deve continuar!
 
Pedro César 27 de abril de 2012 at 13:00 - Reply
Colega é preciso sensibilizar os colegas que ainda não aderiram.
Na capítal e em muitas cidades do interiores a adessão é total (100%).
Juntos somos fortes, o Governador irá ceder.
A imprensa já está sendo mais enfática e a todo momento frisa o acordo que ele não quer cumprir. Ele já está se sentindo acuado, onde ele vai o tema é recorrente. O líder do governo Zé Neto anda nervoso, tenso e toda hora se contradiz.
Vamos a luta, não cruze os braços, não se omitam, façam parte desta luta.
Nós venceremos.
 
Roberto 27 de abril de 2012 at 12:15 - Reply
Caros colegas vamos nos manter firmes e fortes. NÃO vamos desistir da luta pelos nossos direitos.
 
Itagimirim 27 de abril de 2012 at 12:15 - Reply
NÓS, PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE ITAGIMIRIM ESTAMOS EM 100% NA GREVE. PEDIMOS AO COMANDO QUE NOS ENVIE PANFLETOS DE CONSCIENTIZAÇÃO DA POPULAÇÃO PARA QUE POSSAMOS DISTRIBUÍ-LOS EM NOSSA COMUNIDADE.
O EXTREMO SUL ESTÁ COESO COM A MOBILIZAÇÃO, NÃO VAMOS FRAQUEJAR

Luz, Paz e Amor em sua vida,
                               Anda Cleoni
                                        bate coração

sábado, 28 de abril de 2012

A opinião dos brasileiros sobre a qualidade na educação


Reproduzo matéria do UOL, baseada em texto de Amanda Cieglinski da Agênica Brasil (EBC). Abaixo, meu comentário.

Para 51% da população, educação no Brasil não melhorou


Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que para quase metade (48,7%) dos brasileiros a educação no país melhorou. Entretanto, dos 2.773 entrevistados, 27,3% avaliam que não houve mudanças na qualidade do ensino e quase um quarto (24,2%) acredita que o sistema piorou.

O Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) foi desenvolvido pelo Ipea para captar a opinião da população sobre políticas e serviços públicos em diversas áreas. O estudo mostra que essa percepção varia muito em cada região do país. O Sudeste registrou o maior percentual de avaliações negativas: 36,1% acreditam que a educação piorou, enquanto no Nordeste esse grupo representa apenas 14% da população. No Centro-Oeste, 62,9% acham que a oferta melhorou – maior índice de respostas positivas.
De acordo com o Ipea, o maior índice de percepção de melhoria nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e no Norte, e o menor índice no Sul e no Sudeste “podem ser uma evidência de que foram ampliados os investimentos nas três primeiras regiões, já que é justamente lá onde se encontram os piores indicadores educacionais do país”.
A percepção sobre a qualidade da educação também varia de acordo com a renda e a escolaridade dos entrevistados. Para 35,4% dos que têm nível superior completo ou pós-graduação, a educação piorou. No grupo daqueles que estudaram só até os últimos anos do ensino fundamental (5ª a 8ª série ou 6º a 9º ano), apenas 21,4% têm a mesma opinião.
Entre os que ganham de dez a 20 salários mínimos, verificou-se o maior percentual de respostas negativas: 34,2% acreditam que o ensino está pior. Na população com renda mensal de até dois salários mínimos, 19,3% têm essa percepção.
Segundo o estudo, “o nível de conhecimento das mulheres sobre os temas avaliados foi aproximadamente 10 pontos percentuais maior que o verificado entre os homens”. Essa diferença, aponta o Ipea, pode ser explicada “pelo fato de as mães estarem mais atentas à vida escolar dos filhos” do que outros membros da família.

COMENTO:
A pesquisa do Ipea supracitada apresenta um caso clássico de oposição por complementariedade. Os mais escolarizados são mais críticos quanto à qualidade da educação. Os menos escolarizados, que tiveram mais acesso à educação nos últimos anos – ainda que de forma insuficiente –, estão mais entusiasmados. Como se trata de uma pesquisa de opinião, ambos estão certos – a partir de suas perspectivas. E isso é muito honesto, da parte de ambos.
Repito mais um vez: o problema do Brasil nas políticas sociais é de ritmo. Sempre caminhamos para frente, mas com a velocidade de uma lesma que sofre de gigantismo.
No entanto, o pior - a partir desse exato momento - será ver supostos "especialistas em educação" produzir recortes classistas da pesquisa do Ipea, buscando explicar "sociologicamente" ou "econometricamente" a sinceridade crua das opiniões já expressas. Que, ressaltando, são apenas opiniões.
E esse risco corremos, inclusive, por parte dos porta-vozes do governo federal - que adoram explorar todas as possibilidades possíveis para fazerem alguma demagogia desnecessária.
Pesquisas muito qualificadas e já debatidas pela opinião pública mostram que a educação apresenta um outro fenômeno clássico da estatística, a correlação perfeita: quanto mais acesso à educação, maior a capacidade de criticar sua qualidade. Não há segredo.
E quanto mais uma parcela da população acessa um direito, mais ela fica satisfeita com ele. Sem segredo, novamente. Isso ocorre até que o acesso seja tão bom o suficiente para que a população dê um salto de avaliação crítica.
Em resumo, meu desejo é que no futuro tenhamos uma qualidade tão excelente, mas tão excelente, que não haja quem não tenha críticas a ela. Veja aqui matéria do UOL.
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quarta-feira, 25 de abril de 2012


Apresentação

O 1° Festival da Juventude acontece em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, entre os dias 4 e 6 de maio. Com o tema "Fazer parte em toda parte", o evento conta com uma programação totalmente gratuita e diversificada, composta por debates, palestras, encontros de movimentos sociais, apresentações culturais, shows com artistas locais e nacionais e atividade esportiva.
O festival é um espaço para que as juventudes se encontrem, dividam experiências e reflitam coletivamente sobre questões relacionadas à cidadania, educação, cultura, lazer e políticas públicas sociais. A expectativa é de que, durante os três dias, Vitória da Conquista receba jovens de toda a Bahia, interessados em participar das discussões e atividades culturais que serão realizadas em diversos pontos da cidade.
O 1° Festival da Juventude é uma realização da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, com correalização da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/Uesb e o apoio da Faculdade Independente do Nordeste/Fainor. O evento conta com a parceria do Coletivo Suíça Bahiana, integrante do Circuito Fora do Eixo, e foi construído coletivamente com a participação do Diretório Central dos Estudantes/DCE da Uesb; blog O Rebucetê; Ordem Demolay; União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Vitória da Conquista/Umesc, Movimento Unificado de Associações de Moradores; Universidade Federal da Bahia; Pastoral da Juventude; Serviço Social do Comércio de Vitória da Conquista/Sesc e Diretório Acadêmico do Instituto Federal da Bahia/IFBA.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A greve continua. Acompanhe matéria a matéria os momentos na AL da tarde para a noite desta terça

24 de abril de 2012 
Fotos: Manoel Porto – vigília na Assembleia Legislativa (24/04/2012)
O professor Rui Oliveira, coordenador-geral da APLB-Sindicato, e a professora Marilene Betros, diretora jurídica e vice-coordenadora da entidade, foram enfáticos e objetivos nas entrevistas levadas ao nos jornais televisivos da noite. A GREVE CONTINUA. E continua porque o governo não honrou o acordo para reajustar os salários dos professores de acordo com o Piso Nacional, uma lei federal, sancionada pelo então presidente Lula e com novos valores assinados pela presidente Dilma, ambos do mesmo partido do governador Jaques Wagner, o que torna a situação ainda mais absurda para se entender.
Não houve nenhuma tentativa do governo de uma semana para cá, desde a ocupação da Assembleia Legislativa (AL) pelos trabalhadores em educação, de sentar à mesa e tentar negociar.
Assim, a GREVE CONTINUA NA CAPITAL E NO INTERIOR, COM A FORÇA E A CONSCIÊNCIA QUE OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO TÊM DE SOBRA.

Em meio à luta, APLB-Sindicato comemora 60 anos

24 de abril de 2012 0
Fotos: Manoel Porto

Na própria Assembleia Legislativa, onde os trabalhadores em educação estão acampados desde 18 de abril – aguardando a votação do nefasto projeto do governo estadual – a APLB-Sindicato comemorou o seu 60º aniversário de fundação.
A comemoração foi jsutamente como a categoria está acostumada: na luta, sem perder a alegria.

Veja, abaixo, o registro de solidariedade do Sindicato da Polícia Civil:
O diretor do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpoc), Bernardino Gayoso, confirmou, em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5, a solidariedade da categoria à mobilização dos professores, em greve há 14 dias. De acordo com o sindicalista, o Sindpoc está atento à negociação do governo com a APLB e seus membros também ocupam as dependências da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para pressionar os deputados a retirarem da pauta o projeto de aumento dos educadores – que não cumpriria o que foi traçado em acordo. “Tenho certeza que o reajuste vai ser honrado. O governador não vai querer recuar, mas vamos acompanhar. Hoje são os professores, amanhã poderá ser com os policiais civis”, ponderou Gayoso. Segundo o gestor do Sindpoc, o mesmo representante da Secretaria de Administração do Estado (Saeb) que assinou o acordo com os professores, Adriano Tambone, assegurou à classe que a chamará à mesa de negociações tão logo se encerre o diálogo com a APLB. Antes mesmo das conversas, a classe está preocupada. “Existe um projeto de lei para acabar com as garantias adquiridas com a lei orgânica. Ele acaba com a hierarquia da Polícia Civil”, declarou Gayoso. Ainda não há confirmação do horário da manifestação do Sindpoc nesta terça (24). “Se necessário, vamos fazer uma convocação de emergência para fazer uma deliberação”, apontou o diretor.

Moção de solidariedade dos docentes da UFRB aos professores estaduais em greve

23 de abril de 2012 
Moção de solidariedade à greve dos/as Professores/as da Educação Básica da rede estadual da Bahia e de repúdio ao Governo Jaques Wagner pelo descumprimento do acordo feito com a categoria em novembro de 2011
Os/as docentes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), subscrevem esta moção de solidariedade e apoio incondicional à greve dos/as professores/as da Educação Básica da rede estadual de ensino do Estado da Bahia, e de repúdio ao governo Jaques Wagner por não cumprir o acordo firmado com a categoria em novembro de 2011.
Nós, da direção da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR), repudiamos a prática de corte de salários de trabalhadores/as organizados/as em greve, reforçamos a urgência do governo da Bahia encaminhar uma proposta que atenda as reivindicações da categoria, já que o Piso Salarial Nacional do Magistério é Lei, é um avanço na direção de uma Educação Pública de Qualidade.
REPUDIAMOS O CORTE DOS SALÁRIOS DOS/AS GREVISTAS.
TODO APOIO À GREVE DOS/AS PROFESSORES/AS DA EDUCAÇÃO BÁSICA!
WAGNER CUMPRA O ACORDO COM OS/AS PROFESSORES/AS DA EDUCAÇÃO BÁSICA!
Saudações Sindicais.
Cruz das Almas, 19 de abril de 2011.

Greve dos Professores da Rede Estadual continua


Durante essa semana os Professores da Rede Estadual de Educação estarão na Praça Nove de Novembro com uma barraquinha vendendo roupas usadas para arrecadar fundos para o movimento grevista e também divulgar a greve.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

ESTAMOS EM GREVE

domingo, 22 de abril de 2012


COLEGAS,

Estamos em greve contra a apatia, o conformismo, o desrespeito, a descrença e o pessimismo. Sabemos que o processo de greve é difícil e ficamos angustiados com a pressão do governo, de seus agentes e de parte da sociedade, com as ameaças de corte de salários e com o peso da reposição. 

É comum ouvirmos o discurso de que a greve é um instrumento de luta historicamente superado e sem valor no mundo atual, em que a educação não é tratada como pilar de sustentação social. No entanto, é preciso reavaliarmos o papel da greve e o comportamento daqueles que a fazem. 
O ato de parar significa muito, num mundo em que o “tempo” é mensurável e tem valor excessivo, pois permite a geração de capital (dinheiro). Parar subverte a ordem, contraria a lógica do capital, prejudica a engrenagem do sistema. 

Nós, professores, como Chaplim no filme Tempos Modernos, marchamos diariamente para as nossas unidades escolares, e lá seguimos o ritmo dos sinais, das sirenes. Entramos em salas de aula e saímos de forma cronometrada, damos aulas em excesso e, nessa engrenagem, em que o que importa são os números e não a qualidade nos desumanizamos e passamos a nos comportar como “máquinas de dar aulas”. Máquinas que não podem quebrar, falhar, parar.

Diante dessa realidade, fazer greve é uma ousadia, pois esse ato rompe, mesmo que temporariamente, o ritmo do sistema, chama a atenção para nós e nos faz lembrar que: “não somos máquinas, homens e mulheres é o que somos”.

É claro que, hoje, dispomos de outros instrumentos de denúncia e de pressão a exemplo das mídias sociais, mas é importante valorizar o papel da greve como forma de protesto, porque escancara o inconformismo da categoria, expõe as falhas do sistema educacional e enfatiza a coragem do professor de quebrar o ritmo, mostrando a necessidade de reinterpretar a marcha do tempo, de seguir outros marcos reguladores, outros hábitos de ordem e organização, de olhar para nós mesmos e perceber nossas angústias, insatisfações e a força que temos quando nos unimos.

Portanto, professor, PARABÉNS pela coragem, inconformismo, esperança, engajamento no movimento, por sua contribuição (seja ela de que forma for), pela esperança. Essa é a melhor aula que ministramos, é a melhor lição que deixamos para os alunos, o melhor exemplo de cidadania. 


Vitória da Conquista, 23 de abril de 2012.


Coordenação LUTE-Sindicato

sábado, 21 de abril de 2012

SOBRE A GREVE DE PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DA BAHIA‏


Prezados,

Socializo com vocês um texto da professora Elisângela, pois traz uma reflexão muito pertinente.

Abraços.


Boa noite a todas/todos

Segue uma reflexão minha sobre a greve de professores da rede estadual de ensino do estado da Bahia deflagrada na ultima quarta-feira (11/04/2012).
Ela me foi provocada por uma colega que solicitou uma reunião para que retornássemos ao trabalho. Sempre fui a favor do livre direito de expressão e da exposição de idéias conflitantes, por isso exponho aqui a minha.
Se após lê-la acharem por bem socializá-la, sintam-se a vontade.

Elisângela Sales Encarnação - Professora da educação básica da rede estadual de ensino publico do estado da Bahia. Graduada, especialista e mestre em História.

Entra ano e sai ano e nós, profissionais da educação, repetimos nas escolas, nas salas de aula, na sala dos professores, em casa, em conversa com amigos, na mídia.... o quanto nossos salários são baixos, o quanto a nossa profissão é desvalorizada, o descaso dos governantes a respeito da educação, que os pais não dão valor a educação dos filhos, e até que nossos alunos são desinteressados e não sabem da importância que a educação tem na vida deles. Exigimos o respeito que a nossa profissão, que a nossa função social, que os anos de estudos, que o árduo trabalho diário de lidar com centenas de crianças e/ou adolescentes merece. Mas, quando chega um momento crucial como esse, em que uma greve de professores é deflagrada porque um governante se recusa a cumprir o acordo por ele assumido, que tentou por meio de diferentes manobras fazer com o que reajuste dos professores de todo o Estado brasileiro fosse inferior ao que a presidenta determinou, em cumprimento da lei (ratificada pelo supremo Tribunal de Justiça), é que percebemos que RESPEITO É PRA QUEM SE RESPEITA.

É muito triste que num momento crucial como esse, onde a nossa categoria de professores deveria estar unida para que enfrentássemos os muitos percalços que a decisão tomada na ultima quarta-feira vai nos gerar na mídia, nas declarações do governador (se ele se der ao trabalho), do secretário de educação, de alunos, dos pais de alunos, tenhamos muitas vezes que lutar para convencer nossos próprios colegas a aderir ao movimento que luta para o bem e pelos direitos de todos os professores. Alguns munidos de argumentos como: “a greve não vai dar em nada”; “vai prejudicar apenas a nós professores, e aos alunos, pois o governo não nem aí”; “vai sacrificar nossos sábados e merecidas férias do final do ano”, ou até, “eu já ganho acima do piso”, então, para que lutar?

O clima de derrotismo tomou conta dos professores baianos em decorrência do constante desrespeito do atual governo com a educação, desde seu primeiro mandato, quando ele foi o primeiro governador a zerar os contracheques dos professores porque estes estavam em greve ou a ser irredutível na perspectiva de que só negociaria se voltássemos a trabalhar (a nós tratar como cachorros que colocam o rabo entre as pernas quando o dono bate o pé).  Mas, não somos os únicos a nos sentir assim derrotados, humilhados, com medo. Basta lembrar o tratamento autoritário e desrespeitoso dado aos policiais em greve recente (não quero, com isso, abonar as falhas de alguns policiais). É o funcionalismo público baiano que se sente assim, diante de postura tão agressivamente autoritária do atual governador, que nos faz questionar: cadê a sensibilidade do sindicalista de outrora?

Para esses colegas, só gostaria de lembrar que, na história, nenhum ganho social veio sem luta. Luta que custou, muitas vezes, a vida e a liberdade de muitas pessoas. Todos os direitos alcançados, o foram com sangue , suor e lágrimas. E agora vamos desistir porque precisaremos trabalhar nos sábados e sacrificar as férias? E os muitos mortos, presos e torturados para que pudéssemos ter direitos iguais, direito ao voto e à participação política? Direito à vida e à liberdade, direito de ir e vir, de expressar nossas opiniões, os direitos trabalhistas: jornada de trabalho, férias, salário mínimo, seguro desemprego, licença maternidade, e tantos outros mais? Estamos, quando evocamos essas perdas mínimas que teremos, desrespeitando a luta e a vida dessas pessoas. E, quando dizemos que não vamos ganhar nada agora, esquecemos que muitos morreram sem ver os frutos de sua luta, mas nem por isso eles deixaram de vir. Muitas vezes não lutamos para ganhar, e sim, para não nos deixarmos vencer pelo autoritarismo, pela tirania, pela intolerância.

No Brasil, hoje, virou moda declarar as greves ilegais e punir os sindicatos e trabalhadores com multas absurdas. Há, em curso, um processo de criminalização das greves. Esse direito histórico, que nos rendeu muitas vitórias sociais importantes, que corrigiu situações criminosas e até de atentados á vida (dado as condições desumanas, insalubres, extenuantes de trabalho de algumas categorias), passou a ser cerceado pela justiça que com isso vem paralisando os trabalhadores que dispõem de poucos meios para fazer valerem seus direitos. No entanto, essa mesma justiça não tem a mesma celeridade para corrigir os abusos trabalhistas, fazer valerem acordos firmados entre empregados e empregadores, não se apresenta como caminho possível, para o qual podemos apelar, quando nos sentimos lesados, desrespeitados em nossos direitos de trabalhador.

No caso dos trabalhadores da educação, uma questão me inquieta, e creio que seja importante nos perguntarmos: por que, das profissões de maior prestígio no nosso país em séculos passados, só o magistério perdeu seu brilho? Isso não ocorreu com médicos, advogados, engenheiros, que continuam sendo respeitados pela sociedade e bem melhor remunerados do que os professores.

O atual descaso com a educação brasileira não é algo recente. Alguns estudiosos o localizam no processo de ampliação do ensino público, especialmente quando este passou a abarcar os pobres, na década de 1930. Outros discutem os vários mecanismos utilizados durante a Ditadura Militar brasileira (1964-1985), que acabaram por desestruturar a educação: diminuir sucessivamente suas verbas (em contraposição à ampliação de sua oferta); a perseguição de professores, a vigilância das escolas e de seus profissionais, a perseguição e desintegração de entidades de classe ( estudantis e dos profissionais da educação); a mudança curricular (imposição de EMC, OSPB e Estudos Sociais no lugar de História, Geografia, Filosofia e Sociologia); o rebaixamento salarial do professorado; os cursos de licenciatura de curta duração, etc.

No processo de redemocratização política, a partir de 1985, apesar da educação servir de bandeira para todo e qualquer político que subisse num palanque desde então, seja qual for sua cor política, nenhum deles cumpriu suas promessas eleitorais de fazer da educação um dos pilares da governança brasileira.
 
Não é por acaso que a nossa profissão caiu no descrédito, e que somos desrespeitados todos os dias por governantes, mídias, sociedade, alunos e pais de alunos. Que somos agredidos psicologicamente, moralmente, profissionalmente e até fisicamente por aqueles que deveriam ser nossos parceiros na difícil tarefa de educar as novas gerações. É isso o que acontece cotidianamente, e em momentos como esses, em que os professores chegam ao seu limite e decidem pela greve, vemos estes agentes, muitas vezes, vir á público para culpar, detratar e até execrar publicamente a postura dos professores. Isso porque, segundo eles, no final, os alunos são os únicos prejudicados. Onde estavam esses profundos, atuantes e vorazes defensores da educação quando: os alunos não têm aulas, porque não há professores (por insuficiência no número de professores nas redes estadual e municipal, por falta de professores concursados em determinadas áreas ou localidades, por licença médicas, e tantas outras situações? E QUE FIQUE BEM CLARO: NESSES CASOS, AS AULAS NÃO SÃO REPOSTAS!). E o governo, na sua morosidade, leva meses para sanar esse problema! Quando escolas, até a presente data, ainda não começaram as aulas devido à não realização de reformas indispensáveis a seu início(reformas essas que deveriam ter sido feitas durante o recesso letivo); ou quando os governantes não repassam as verbas para as escolas, por conta, segundo eles, da burocracia, e elas precisam fazer milagres para manterem-se abertas e funcionando (ESSE É O CASO DA BAHIA NO MOMENTO); ou quando falta a merenda; ou quando professores e alunos precisam trabalhar e estudar, respectivamente, em salas mal iluminadas, sem ventilação, extremamente quentes (no calor nordestino, baiano que conhecemos), e, no período das chuvas, goteiras por todos os lados...Essa lista poderia se estender de forma quase que interminável, mas, nada disso prejudica o aluno! O governo, com seu descaso; a mídia, com seus produtos “de alta qualidade”; a sociedade, com seu consumismo; alguns pais, com sua falta de tempo; NADA DISSO PRENJUDICA O ALUNO! A ÚNICA COISA QUE O FAZ, É GREVE DE PROFESSOR.

Reconquistar nossa auto-estima, auto-respeito, amor-próprio: é o que o professor precisa de forma urgente! Só nós podemos fazer isso por nós mesmos. PRECISAMOS NOS SENTIR, ANTES DE TUDO, DIGNOS DE RESPEITO, PARA SERMOS RESPEITADOS. Precisamos assumir nossas extensas responsabilidades e exigirmos, de igual forma, nossos direitos (até mesmo para termos condições de falar de cidadania para nossos alunos).

Esse texto é, acima de tudo, um convite ao professor para essa reconquista.

Só quando andarmos nas ruas de novo, orgulhosos de nossa profissão, de cabeça erguida, como fazem os médicos, advogados, engenheiros, dentistas... Não teremos mais vergonha, nem medo de fazer greve, de lutar por nossos direitos. E, pela dignidade e auto-respeito que exalaremos NÃO, HAVERÁ NINGUÉM (MÍDIA OU GOVERNANTES) QUE TENHA CORAGEM DE NOS DETRATAR PUBLICAMENTE E DE SENTIREM QUE FAZEM MAIS PELA EDUCAÇÃO DESSE PAÍS DO QUE NÓS, QUE ESTAMOS NAS SALAS DE AULAS DURANTE 200 DIAS, TODOS OS ANOS.

REUNIÃO DO COMADO DE GREVE: A LUTA É LEGITÍMA E CONTINUA.

       Em reunião realizada no Centro Integrado de Educação Navarro de Brito, nesta sexta feira dia 20 de abril, o Comando de Greve avaliou o desenvolvimento do movimento em Vitória da Conquista e apontou um quadro positivo de todas a s ações realizadas. As comissões de greve fizeram um breve relato das atividades da semana e concluiu os trabalhos com bastante entusiasmo. Na comissão de imprensa ficou claro a abertura que a imprensa conquistense tem dado ao movimento e avaliou que os professores tem dado respostas as mentiras veiculadas pela DIREC-20 nos últimos dias. A comissão de Mobilização, que tem como objetivo visitar as escolas para verificar em loco a adesão ao movimento, relatou que as grandes escolas estão completamente fechadas, muitas de porte médio e pequenas estão fechadas e outra de porte médio e pequeno funcionam de forma parcial e apenas dua escolas estão fincionando por completo. A comissão de comunicação informou que a greve tem sido divulgada na internet através das redes sociais e o Lute Sindicato já tem um BLOG: lutesindicato.blogspot.com. Além desses instrumentos contamos ainda com o site da APLB-Sindicato: www.aplbsindicato.org.br. A comissão de finanças apesar das dificuldades financeiras realizou atividades como uma rifa, arrecadação de recurso passando a sacolinha nos encontros com os professores e a venda de lanches e bombons na barraquinha na praça nove de novembro.
      Dessa forma artesanal estamos confiantes e solicitamos a todos os alunos e professores que continuem apoiando o movimento importante na melhoria da educação.
      Nesse sentido a equipe do comando de greve convida todos os professores para participar da Assembléia nesta segunda feira as 8:ooh na Câmara de Vereadores.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

APLB-Sindicato realiza assembleia da categoria na AL. A greve continua, ainda mais forte. Leia e repasse

19 de abril de 2012 5
Fotos: Jorge Carneiro e Valdemiro Lopes
Os profissionais em educação da rede estadual de ensino reuniram-se em assembleia, na manhã desta quinta-feira, dia 19.
Estiveram presentes na Assembléia Legislativa da Bahia, representantes dos professores, funcionários, estudantes e lideranças sindicais da capital e do interior do estado, que debateram os rumos do movimento grevista.
Depois da votação, que decidiu pela continuidade da greve, que entrou hoje no oitavo dia, os educadores fizeram reuniões zonais, no próprio Centro Administrativo. Para o interior do estado, ficou decidido que o próximo passo do movimento é a ocupação das Diretorias Regionais de Educação (Direcs), nos moldes da que está em andamento na Assembleia Legislativa; divulgação nas feiras, nas Câmaras de Vereadores, e criação de grupos de estudos para estudar e perceber o quanto é nocivo o projeto do governo.
Nesta sexta-feira haverá reunião das zonais no saguão da Assembleia Legislativa, às 9 horas.
Reafirmando: o departamento jurídico da APLB-Sindicato já entrou com ação para derrubar a liminar do governo que solicitou a ilegalidade da greve e também para tornar nulo o corte de ponto. Foram apenas solicitações do governo – triste, para um governo eleito democraticamente – mas que não tem valor jurídico. Na próxima semana o Tribunal de Justiça da Bahia vai analisar a questão.
Para o final de semana, grandes ações do movimento estão sendo preparadas. Participe! Esta luta é de todos!
 

GOVERNADOR RESPEITE OS PROFESSORES


Manhã de quinta feira bastante agitado no centro de Vitória da Conquista. Os professores em greve há uma semana faz ato público para informar a comunidade que estão firmes na greve.
Depois das ameaças feitas pelo governador na televisão os professores entendem que é preciso continuar com a greve para defender além dos 22% de reajuste salarial outros direitos que vem sendo negados aos professores.
Assim, podemos informar que depois da visita em várias escolas nos dia 16, 17 e 18 afirmamos que cerca de 90% dos professores estão parados e dizendo ao governador do Estado: GOVERNADOR RESPEITE OS PROFESSORES.

VEJA OS DEPUTADOS QUE FICARAM CONTRA A CATEGORIA NA VOTAÇÃO DA URGÊNCIA DO NEFASTO PROJETO DE LEI 19.776

18 de abril de 2012 0

Veja na lista abaixo quais os deputados que votaram, a favor do governo, o caráter de URGÊNCIA do Projeto 19.776 de 12 de abril de 2012. Este projeto de lei é nefasto aos trabalhadores em educação da rede estadual, pois transforma em subsídio a remuneração total dos professores com titulação em ensino médio completo ou licenciatura de curta duração e de professor não licenciado, além de propor a retirada destes docentes do Plano de Cargos e Salários dos Trabalhadores em Educação, criando um Quadro Especial para os mesmos. A votação ocorreu no início da noite desta terça-feira, 17 de abril.
NOME                                                  PARTIDO         VOTO
ADERBAL CALDAS                           PP                      SIM
ADOLFO MENEZES                            PSD                  SIM
ADOLFO VIANA                                 PSDB                NÃO
ALAN SANCHES                                 PSD                   SIM
ÁLVARO GOMES                                 PC do B           SIM
ANGELA SOUSA                                  PSD                   SIM
ANGELO CORONEL                            PSD                    SIM
AUGUSTO CASTRO                           PSDB                  NÃO
BIRA CORÔA                                      PT                        SIM
BRUNO REIS                                      PRP                      NÃO
CACÁ LEÃO                                        PP                         SIM
CAPITÃO TADEU                            PSB                       NÃO
CARLOS BRASILEIRO                   PT                         SIM
CARLOS GEILSON                           PTN                     NÃO
CARLOS UBALDINO                       PSD                      SIM
CEL GILBERTO SANTANA           PTN                    NÃO VOTOU
CLAUDIA OLIVEIRA                     PSL                       SIM
DEL. DERALDO DAMASCENO    PSL                        SIM
ELMAR NASCIMENTO                 PR                          NÃO VOTOU
EUCLIDES FERNANDES              PDT                       NÃO VOTOU
EURES RIBEIRO                               PV                            SIM
FABRÍCIO FALCÃO                     PC do B                       SIM
FÁTIMA NUNES                                  PT                           SIM
GILDÁSIO PENEDO FILHO            PSD                          SIM
GRAÇA PIMENTA                              PR                             NÃO
HERBERT BARBOSA                        DEM                           NÃO
IVANA BASTOS                                  PSD                          SIM
J. CARLOS                                             PT                             SIM
JOÃO BONFIM                                    PDT                           NÃO VOTOU
JOSEILDO RAMOS                              PT                            SIM
KELLY MAGALHÃES                     PC do B                      SIM
LEUR LOMANTO JÚNIOR             PMDB                         NÃO
LUCIANO SIMÕES                             PMDB                         SIM
LUIZ AUGUSTO                                   PP                               SIM
LUIZA MAIA                                        PT                               SIM
LUIZINHO SOBRAL                           PTN                            NÃO
MARCELINO GALO                             PT                              SIM
MARCELO NILO                                   PDT                           NÃO VOTOU
MARIA DEL CARMEN                        PT                              NÃO VOTOU
MARIA LUIZA                                       PSD                              SIM
MARIA LUIZA LAUDANO                 PSD                             SIM
MÁRIO NEGROMONTE JÚNIOR       PP                               SIM
NELSON LEAL                                         PSL                              NÃO VOTOU
NEUSA CADORE                                      PT                                    SIM
PASTOR JOSÉ ARIMATÉIA               PRB                                  SIM
PASTOR SGT ISIDÓRIO                        PSB                                  SIM
PAULO AZI                                                 DEM                               NÃO
PAULO RANGEL                                           PT                                 NÃO VOTOU
PEDRO TAVARES                                  PMDB                                 NÃO
REINALDO BRAGA                                     PR                                  NÃO VOTOU
ROBERTO CARLOS                                     PDT                                   SIM
ROGÉRIO ANDRADE                                 PSD                                     SIM
RONALDO CARLETTO                              PP                                        SIM
ROSEMBERG PINTO                                    PT                                      SIM
SANDRO RÉGIS                                           PR                                         NÃO
SIDELVAN NOBREGA                              PRB                                        SIM
TARGINO MACHADO                               PSC                                         NÃO
TEMÓTEO BRITO                                         PSD                                    NÃO VOTOU
TOM ARAUJO                                              DEM                                        NÃO
VANDO                                                           PSC                                          NÃO
YULO OITICICA                                          PT                                            SIM
ZÉ NETO                                                         PT                                             SIM
ZÉ RAIMUNDO                                             PT                                            SIM
RESULTADO DA VOTAÇÃO
SIM – 37
NÃO – 16
TOTAL – 53

terça-feira, 17 de abril de 2012

A JUSTIÇA A PEDIDO DO GOVERNADOR JULGA GREVE DOS PROFESSORES DA BAHIA ILEGAL

ILEGAL É:
-Não pagar os 22% a todos os professores da rede,
-Não pagar a URV,
-Demorar para publicar a aposentadoria dos professores e liberá-los de sala de aula
-Não liberar professores para licença premio com 5, 10, 15, 20 anos de serviço,
-Fechar escola de forma arbitrária
-Não fazer concurso público para funcionário...s das escolas
-Deixar alunos sem professores desde o inicio do ano letivo
-Demitir do trabalho vários funcionários do PST que serviam na higienização das escolas sem explicação,

GOVERNADOR NÃO SEJA ILEGAL RESPEITE O DIREITO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO.

VAMOS A LUTA AMIGOS.

domingo, 15 de abril de 2012

CARTA A COMUNIDADE BAIANA – POR QUE A EDUCAÇÃO ESTÁ EM GREVE!

13 de abril de 2012 
No dia 11 de abril de 2012, fez 45 dias que o valor do Reajuste do PISO NACIONAL foi publicado oficialmente pelo MEC, inclusive devendo ser pago pelos governos estaduais e municipais, retroativo a janeiro de 2012, a todos os professores do magistério do ensino básico. Porém, na Rede Estadual da Educação baiana faz cinco (5) meses que o governo Wagner assinou o ACORDO com a APLB-Sindicato, mediante proposta retirada em Assembléia da Rede Estadual no mês de novembro de 2011, referente à campanha salarial para o ano de 2012. No acordo assinado pelo governo Wagner e pela Entidade Sindical, a APLB Sindicato, ficou definido que o reajuste do PISO seria dado a todos os professores da Rede Estadual (professores do ensino básico e professores com formação de nível superior), respeitando os padrões e graus da tabela do Plano de Carreira, porém até o momento o mesmo não foi cumprido. Diante desta situação, os trabalhadores da educação da Rede Estadual paralisaram suas atividades funcionais no dia 11/04/2012, por tempo indeterminado. E agora Governador Wagner? Como ficará sua palavra diante do ACORDO assinado? Governo sério e que tem compromisso cumpre sua palavra e respeita os trabalhadores. Neste sentido, coerência governamental deveria rimar com reajustes salariais dignos. A Lei do PISO é Nacional e a exigência para respeitar os planos de carreira também. Será um retrocesso o desrespeito às Leis Nacionais e à carreira dos professores do estado da Bahia. Governador Wagner, na iminência desses achatamentos salariais, é inaceitável e desumano com os professores frente a sua carreira.

A APLB-Sindicato convoca a Comunidade baiana, os pais e os alunos da Rede Estadual de Ensino, para se integrar ao movimento de LUTA POR UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE e, para tanto, convida a todos e todas a participar de um ato público na GOVERNADORIA (Centro Administrativo), na próxima quarta-feira, dia 18/4, às 9 horas.

GOVERNADOR, CUMPRA O ACORDO!

APLB-Sindicato

Greve dos professores: para que serve? _ por Lucas Gonzaga



por Lucas Gonzaga

"... deveriam priorizar o empenho de formação permanente dos quadros do Magistério como tarefa altamente política e repensar a eficácia das greves" Paulo Freire em Pedagogia da Autonomia.

Basicamente todos os anos, nas principais capitais do Brasil professores entram em greve. E não são poucos os casos da bendita greve de três meses, onde após, o Juiz bate o martelo a desqualificando e, consequentemente, acaba por ruir o movimento grevista dos professores, pois começam a deitar e rolar nos contras-cheques os descontos para quem continuou com a greve decretada como ilícita. Isso é que faz muita gente desistir da greve.

Aliás, qual seria a lógica da greve de professores? Imagine uma montadora de automóveis, com 12.300 trabalhadores como na GM de São Caetano/SP. É imensurável o desespero do explorador, dono ou grande acionista quando 12.300 funcionários entram em greve. Toda a produção é interrompida, prazos de entrega começam a vencer, desistências surgem aos montes até que, de forma infalível, os patrões se rendem e é inevitável ao menos uma negociação.

Negociação,algo que pelo menos aqui não ocorre entre professores do Estado do Rio de Janeiro e o Governador (Governadores) e de igual forma também não acontece entre Prefeitos e os Professores do Estado. Não sei como é entre outros estados, estimo que o mesmo deve acontecer. Apenas sei que, quando há alguma resposta dos governadores e prefeitos que passam aqui pelo Rio de Janeiro, já sabemos que resposta é essa: porrete, bombas de efeito moral, bombas de gás lacrimogêneo.

Por isso é preciso que fique aqui claro qual o principal efeito que a greve, seja por qual classe de trabalhadores for, deve ter. Sim, objetivos nós sabemos quais são, são os direitos que reivindicamos, aumentos de salários, abolição de alguma lei que nos prejudique e coisas tais. Agora o efeito que a greve deve ter é o total desespero do empregador, o sentimento de que está perdendo algo de fato, no caso aqui apresentado, o prefeito ou governador deveriam estar nessas condições.

Imaginem como poderia ficar o governador do Rio de Janeiro se a greve dos Policiais Civis, Militares e Bombeiros vingasse, chegando a se estender a pleno carnaval, isso é claro, se não existisse a guarda nacional ou qualquer outro tipo de ajuda. Muito dinheiro perdido, menos empresários a serem beneficiados quando contratados pelo Estado para serviços, principalmente construtoras, logo, menor será a quantidade de doadores para campanhas eleitorais para o governador e seus aliados políticos.



Porém fica a pergunta: que desespero, perda real, prejuízo, sensação de importância dos professores tem o governador ou prefeito quando professores entram em greve? Greve de professores não faz nem cócegas nos governadores e prefeitos. Na verdade eles economizam luz, alimento e um tanto de outros gastos e, quando começa a descontar por decreto de greve ilícita, se muitos professores persistirem governadores e prefeitos economizam ainda mais, podendo assim fortificar, no caso de governador, apoio de prefeitos ao liberar verbas e também aquele esquema que descrevi no parágrafo acima. Estaremos, pois, ajudando a consolidar a falsa democracia. Bom, é meu raciocínio, sou leigo, fico grato se alguém me ajudara pensar e me corrigir.

No fim das contas estaremos fazendo acho que algo ainda pior que é contribuir pela perpetuação de cidadãos inertes, que não reclamam nem se organizam para protestar ou fazer qualquer outro tipo de ação contra as mazelas do Estado. Por quê? Simples e altamente dedutível: estaremos deixando de educar e instigar conhecimento em nossos alunos. No meu caso, professor primário, estarei mexendo com uma fase muito delicada da educação. 3 meses de greve, por exemplo, são meses fundamentais para uma alfabetização eficaz. Paulo Freire mais uma vez pode exemplificar o que estaremos deixando de cumprir:

Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.

Precisamos nos organizar por conta própria, pois se esperarmos pelos governos ou nunca teremos nada ou quando tivermos, teremos nos moldes do governo e , sabemos bem que, os beneficiados sempre são o governo e seus aliados e não necessariamente educandos e educadores. Quando falo em professores se organizando por conta própria me vem em mente a palavra martírio, deveras é certo que se nos esforçamos ainda mais do que já nos esforçamos em sala de aula, é martírio! Sei que ainda é mais difícil do que montar uma greve que costumamos achar que é eficaz, que é uma greve cheia de manifestantes, porém me parece ainda mais interessante e eficaz para um dia conseguirmos algo educar, que deixar de educar. Discentes críticos nos darão apoio em greves no futuro e aí sim, o desespero de autoridades autoritárias surgirá, tendo em vista a legião do conhecimento, o mar de informados e pensadores. Sei que a realidade é mais complexa e que nada será resolvido em um texto com alguns parágrafos. Não tenho cacife para dar soluções, apenas a habilidade mínima que todos temos de instigar diálogos e provocar debates.

 Podemos então refletir na proposta do Paulo Freire:

“... deveriam priorizar o empenho de formação permanente dos quadros do Magistério como tarefa altamente política e repensar a eficácia das greves"

GOVERNO ENGANA A CATEGORIA

14 de abril de 2012 
O governo Jaques Wagner informa que enviou à Assembléia Legislativa um projeto de lei para o pagamento do piso salarial, que é constitucional, retroativo a janeiro de 2012, cujo valor apresentado pela Presidente Dilma é de R$ 1.451,00, para professores de nível médio (primário), para uma jornada de até 40 horas.
Ao invés de aplicar sobre o salário base, que é R$ 1. 197,98, a partir de janeiro, o percentual de 22.22%, que resultaria num salário base de R$ 1.451,00, o governo fez outra opção que vai prejudicar milhares de professores primários, de licenciatura curta e não-licenciados, ativos e aposentados.
Conquistas históricas, desde a época da ditadura militar, conseguidas a custa de muito suor, sangue e até mortes, tais como: regência de classe, adicional por tempo de serviço, avanço horizontal, incentivo à qualificação e aperfeiçoamento profissional e atividade complementar (AC) serão extintas da remuneração desses professores e transformadas em subsídio, cujo valor total será R$ 1.659,70.
Com esse valor, ele está dizendo que pagará acima do piso, mas na realidade os professores não terão nenhum reajuste e ainda perderão vantagens e dinheiro, acabando a carreira e penalizando os professores que têm licenciatura plena, especialização, mestrado e doutorado.
 
Veja um exemplo:
 
Situação de uma professora primária, com 25 anos de serviço:
 
Salário base atual: R$ 1.187,98     Vantagens: regência de classe; AC; 25% de avanço;
25% de adicional; 10% de incentivo à qualificação
(100% de vantagem)
 
Total: R$ 1.187,98 (salário base) + R$1.187,98 (100% de vantagem) = R$ 2.375,96
 
O governo deveria corrigir o salário base, aplicando o percentual de 22.22%.
Projeção:
Salário Base:            R$ 1.451,00
100% de vantagem: R$ 1.451,00
Total:                        R$ R$ 2.902,00
 
Como o governo vai fazer, ficará em apenas R$ 1.659,70 (ver projeto na íntegra).
O governo pretende votar a urgência deste projeto na próxima terça-feira, dia 18/04, à tarde.
ALERTA! COLEGAS, PROFESSORES PRIMÁRIOS, DE LICENCIATURA CURTA E NÃO-LICENCIADOS, ATIVOS E APOSENTADOS, VOCÊS SÃO OS PRINCIPAIS PREJUDICADOS POR ESTE PROJETO NEFASTO. VENHAM PRA LUTA. VAMOS TODOS À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, NESTA QUARTA-FEIRA, DIA 18/04,  PARA BARRAR ESTE PROJETO.
 
 A Diretoria da APLB-Sindicato

sábado, 14 de abril de 2012

PROFESSORES DA REDE ESTADUAL EM GREVE


Em assembléia realizada nesta sexta feira dia 13 de abril, os professores da Rede Estadual de Ensino resolve paralisar suas atividades e declara greve por tempo indeterminado. A assembléia estava lotada de professores indignados com a postura autoritária do Governo do Estado que não respeita direitos dos trabalhadores.
Na extensa pauta de reivindicações está o descumprimento do Piso Salarial dos Professores e o repasse de 22% para toda categoria.