quarta-feira, 14 de setembro de 2011

REDE ESTADUAL REALIZA MANIFESTAÇÕES NA PARALISAÇÃO DESTA TERÇA-FEIRA. 13 DE SETEMBRO

Rede Estadual realiza manifestação na paralisação desta terça-feira, 13 de setembro


Fotos: Eduardo Silva - Praça da Piedade - 13/09/2011

APLB-Sindicato na luta em defesa da Educação e dos Serviços Públicos

A Rede Estadual, na capital e no interior, e a Rede Municipal de Salvador paralisaram as aulas em 13 de setembro

A manifestação na Praça da Piedade, convocada pela APLB-Sindicato, foi antes de tudo uma demonstração de força dos trabalhadores em educação no Dia Estadual de Luta em Defesa da Educação e dos Serviços Públicos, em 13 de setembro.
Além de falar da falta de respeito com que estão sendo tratados os serviços públicos e os servidores, o sindicato debateu assuntos como URV e Piso Salarial Profissional Nacional.
“Estamos cumprindo a nossa AGENDA DE LUTA, que começou na quarta-feira, 7 de setembro, com a participação da entidade no GRITO DOS EXCLUÍDOS durante o desfile da Independência do Brasil, contra o desmonte dos serviços públicos”, enfatiza o coordenador-geral da APLB-Sindicato, professor Rui Oliveira.
No dia 13 – Dia Estadual de Luta em Defesa da Educação e dos Serviços Públicos – houve paralisação da Rede Estadual da Bahia (capital e interior) e da Rede Municipal de Salvador, e a manifestação na Praça da Piedade contou com a participação do Sindipoc, da Aspol e do Sindimed.

E a AGENDA DE LUTA prossegue ainda em setembro e outubro.

Setembro

Dia 16 – Debate Nacional nas escolas sobre o Plano Nacional de Educação (PNE). Principal reivindicação: aumentar o PIB para a Educação dos atuais 5% para 10%

Dias 20, 21 e 22 – Seminário sobre a saúde do trabalhador, na Fundacentro, às 9 horas

Dia 26 – Lançamento do Fórum em Defesa dos Serviços Públicos e do Servidor – local e horário a confirmar


Outubro

Dia 5 – Dia Estadual de Luta pelo Pagamento da URV

Paralisação da Rede Estadual na capital e no interior

Dia 15 – Posse da Diretoria da APLB-Sindicato

Dia 25 - Dia Estadual de Luta em Defesa da Educação e dos Públicos

Paralisação da Rede Estadual da Bahia (capital e interior) e da Rede Municipal de Salvador

Manifestação na Praça da Piedade, a partir de 9 horas, com participação do Sindipoc, da Aspol e do Sindimed



terça-feira, 13 de setembro de 2011

Regime Militar no Brasil


Os Atos Institucionais desmantelaram as liberdades democráticas no interior do país.
Quando falamos sobre o regime militar, não devemos incorrer no erro de pensar que a ditadura foi imposta pelo poder das armas do dia para a noite. De fato, percebendo as ações da época, vemos que o regime militar se instalou por meio de ações que paulatinamente desarticularam o regime democrático nacional. Nesse sentido, devemos grifar a importância que os chamados Atos Institucionais (AI’s) tiveram para que os militares reconfigurassem a vida política brasileira.

Mediante uma simples explicação, podemos identificar os Atos Institucionais como decretos que eram validados sem que para isso houvesse a aprovação de um órgão legislativo. Ou seja, o presidente determinava a validação de uma lei que não era discutida por deputados e senadores que pudessem vetá-la ou reformá-la. Sob tal aspecto, os AI’s eram a mais concreta confirmação de que o Poder Executivo central alargava suas capacidades.

Por outro lado, podemos ver que o regime militar tomou feições ditatoriais ao desrespeitar os princípios da Constituição de 1946. Já no governo de João Goulart, observamos que os militares denegriram o valor jurídico da lei magna ao impor a instalação do parlamentarismo, em 1961. Três anos mais tarde, com a deflagração do golpe, novas ações foram progressivamente invalidando as bases democráticas e liberais da carta. Ao todo, o novo regime determinou a imposição de cinco Atos Institucionais.

Entre outras ações importantes, os Atos Institucionais colocaram todos os partidos políticos do país na ilegalidade e reconheceu a existência de apenas dois partidos novos: o MDB e o ARENA. Além disso, esses atos exigiram que os governadores e prefeitos de algumas cidades fossem eleitos de forma indireta e convocou o Congresso Nacional para a aprovação de outra constituição. Em 1968, o mais duro golpe de repressão e censura foi ativado com a oficialização do AI-5.

Ao longo dessa seção, podemos ver de que forma cada um dos Atos Institucionais agiu na vida política nacional. Em uma observação mais atenta, é possível reconhecer o modo que os instrumentos de repressão foram sendo arquitetados, os limites que procuravam conservar e quais preocupações cada um dos mesmos respondia. Conforme já frisado, devemos assim notar que a ditadura ganhou campo por meio de um processo marcado por diferentes ações.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

sábado, 10 de setembro de 2011

Escolas de ensino médio tiraram nota 511,21 em 2010; para MEC resultado era "esperado"

10/09/2011 - 18h00

Escolas de ensino médio tiraram nota 511,21 em 2010; para MEC resultado era "esperado"

Karina Yamamoto
Em São Paulo

O MEC (Ministério da Educação) divulgou na tarde deste sábado (10) a "nota" das escolas de ensino médio: 511, 21 - a escala chega a 1.000. Essa é a média brasileira, obtida por meio das notas dos alunos que participaram do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010. No ano passado, a média foi de 501,58.  A meta para 2028 é chegar a 600 pontos, numa projeção feita pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).
A taxa média de participação no exame foi de 56%, segundo o MEC -- o que significa que a média geral não representa a qualidade dessa etapa de ensino. O indicador mais adequado para isso é o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) -- em que o ensino médio ficou com 3,6 numa escala que vai de 0 a 10.
A nota do Enem por escola é bastante utilizada como parâmetro de escolha da instituição de ensino (veja aqui como usar a nota para essa finalidade).
"Essa evolução de 10 pontos no desvio padrão esperávamos em mais de um ano", afirmou Fernando Haddad, ministro da Educação, ao explicar o que significa o resultado deste ano em relação ao ano passado. "O Brasil é o unico país do mundo que trabalha com meta de qualidade, até onde eu conheço."
Os dados do Enem por escola serão divulgados na próxima segunda-feira -- depois de um atraso de uma semana. As notas estarão disponíveis no UOL a partir das 3h da manhã -- no Inep, a previsão é de que o sistema comece a rodar a partir das 6h. As escolas terão 30 dias para eventuais contestações das notas.

Enem organiza, vestibular desorganiza

"Estamos muito confiantes de que o Enem represente para o ensino médio aquilo que a Prova Brasil vem representando para o [ensino] fundamental, ou seja, um instrumento que auxilia a organização racional do currículo e orienta o trabalho dos professores em sala de aula", afirmou o ministro da Educação.
Para Haddad, "o vestibular desorganiza o trabalho da escola" porque cada instituição tem uma avaliação -- e muitas vezes cobra muitos assuntos diferentes. "Os vestibulares, como foram constituídos no país, desorganizam [o ensino médio com a] sobreposição de conteúdos que ninguém consegue cumprir em três anos; aí você dispersa energia", disse o ministro.
Por causa da nova metodologia implantada no Enem, a TRI (Teoria de Resposta ao Item), os resultados do Enem pode ser comparados ano a ano -- para se saber se houve melhora ou piora no desempenhos dos alunos. Antes da TRI, os dados só podiam ser analisados em relação a eles mesmos. Segundo a presidente do Inep, Malvina Tuttman, "agora o Inep pode definir uma série de linhas de pesquisas [e aprofundar estudos sobre as condições e problemas do ensino médio]".

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

REDE ESTADUAL DE ENSINO - PARALISAÇÃO NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA

Rede Estadual - paralisação na próxima terça-feira, 13 de setembro



      Fotos: Eduardo Silva - Grito dos Excluídos - 07/09/2011

AGENDA DE LUTA


Setembro

A agenda tirada pela APLB-Sindicato começa na quarta-feira, 7 de setembro, com a participação da entidade no GRITO DOS EXCLUÍDOS durante o desfile da Independência do Brasil, contra o desmonte dos serviços públicos.

Dia 8 – participação na plenária promovida pela Fetrab, quinta-feira, 8 de setembro, às 8 horas

Dia 13 – Dia Estadual de Luta em Defesa da Educação e dos Públicos

Paralisação da Rede Estadual da Bahia (capital e interior) e da Rede Municipal de Salvador

Manifestação na Praça da Piedade, a partir de 9 horas, com participação do Sindipoc, da Aspol e do Sindimed

Dia 16 – Debate Nacional nas escolas sobre o Plano Nacional de Educação (PNE). Principal reivindicação: aumentar o PIB para a Educação dos atuais 5% para 10%

Dias 20, 21 e 22 – Seminário sobre a saúde do trabalhador, na Fundacentro, às 9 horas

Dia 26 – Lançamento do Fórum em Defesa dos Serviços Públicos e do Servidor – local e horário a confirmar


Outubro

Dia 5 – Dia Estadual de Luta pelo Pagamento da URV

Paralisação da Rede Estadual na capital e no interior

Dia 15 – Posse da Diretoria da APLB-Sindicato

Dia 25 - Dia Estadual de Luta em Defesa da Educação e dos Públicos

Paralisação da Rede Estadual da Bahia (capital e interior) e da Rede Municipal de Salvador

Manifestação na Praça da Piedade, a partir de 9 horas, com participação do Sindipoc, da Aspol e do Sindimed


Paralisação Nacional

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Projeto que modifica regras do Planserv é aprovado sob vaias. Paralisação da Rede Estadual em 13 de setembro

Projeto que modifica regras do Planserv é aprovado sob vaias. Paralisação da Rede Estadual em 13 de setembro




                                               Fotos: Manoel Porto - em 31 de agosto de 2011


Os trabalhadores em educação, discordando da aprovação do projeto do governo, paralisam os trabalhos no dia 13 de setembro.

No Consulado Social:

Após horas de intensos discursos, e no final desta quarta-feira (31), exatamente às 23h52, os deputados estaduais baianos aprovaram o projeto que modifica as regras de utilização do Planserv.
Após a recomendação do líder da maioria, deputado Zé Neto (PT) para que sua bancada votasse a favor da aprovação, foi iniciada a votação que terminou com 39 votos aprovando o projeto que teve 20 votos contrários.
O deputado Targino Machado (PSC) representando o bloco PSC/PTN e o deputado Reinaldo Braga (PR) recomendaram que suas bancadas votassem contrariando a mensagem do Executivo Estadual.
O presidente Marcelo Nilo (PDT) informou que o deputado Aderbal Caldas (PP) foi acometido de problemas de saúde, e não pode estar presente à votação. Além dele, o deputado Rogério Andrade e Gildásio Penedo (DEM) não marcaram suas presenças no momento da votação.


Após 9 horas de debate a muita confusão, os deputados estaduais baianos aprovaram, às 23h55 desta quarta-feira (31), o Projeto de Lei 19.394/2011, que institui mudanças no Planserv (plano de saúde dos servidores estaduais), entre elas a polêmica criação do “fator moderador” no número de consultas, exames e emergências de cada beneficiário. O resultado da votação registrou 39 votos favoráveis e 20 contrários à proposta. Os parlamentares Gildásio Penedo e Rogério Andrade (ambos do DEM, mas que estão de malas prontas para o PSD), faltaram à apreciação da matéria e terão seus pontos cortados do salário. Conforme o texto acatado pelos parlamentares, o número de consultas foi limitado a doze por ano; o de exames a 30; e a restrição a consultas de urgência e emergência a dez (todos os procedimentos adotados durante as emergências não entram na cota). A proposta prevê que, no mês em que o servidor extrapolar a cota, começará a pagar contribuições por cada procedimento adicional realizado (R$ 10 por exame, R$ 7 por emergência e R$ 6 por consulta). Esta cobrança, entretanto, será limitada a R$ 30 por mês por categoria – após extrapolado o limite, se o servidor realizar 5 consultas de emergência, por exemplo, não pagará R$ 50, mas R$30. Excetua-se desta norma os servidores que possuem algum tipo de doença crônica ou está em tratamento. (Por: Rafael Rodrigues)