Pelo menos três pessoas teriam morrido hoje depois que o exército abriu fogo contra manifestantes na cidade líbia de Zawiyah, segundo informou a televisão britânica "Sky News".
O ataque teria acontecido durante uma manifestação de milhares de pessoas pela renúncia do líder Muammar Gaddafi, de acordo com o jornalista Alex Crawford. "A cidade portuária no oeste do país, a cerca de 50 quilômetros da capital Tripoli, está atualmente cercada pelas forças de segurança do ditador", escreve o jornalista, no site da televisão.
Segundo ele, quando os manifestante se aproximaram das linhas militares, o Exército abriu fogo, deixando pelo menos três mortos e 50 feridos.
Em Trípoli e em outras cidades da Líbia também foram convocadas manifestações pela renúncia de Gaddafi, embora as informações das cidades controladas pelo regime sejam confusas.
Os jornalistas convidados a Trípoli pelo próprio governo de Gaddafi foram proibidos na manhã desta sexta-feira a sair do hotel para cobrir as movimentações na rua, sob o pretexto de que sua presença poderia suscitar distúrbios.
A capital líbia permanece desde o começo das revoltas populares em 17 de fevereiro sob um ferrenho controle de segurança dos partidários de Gaddafi, que vem protagonizando uma repressão sangrenta.
A incerteza paira sobre o alcance desses protestos populares nas cidades ocidentais do país, onde o governo de Gaddafi utilizou com sucesso militares leais e mercenários subsaarianos, principalmente do Chade e Sudão, para sufocá-los.
Mais cedo, forças militares leais a Gaddafi voltaram a bombardear áreas rebeldes, fazendo com que a crise política iniciada há cerca de duas semanas caminhe para uma guerra civil aberta. Segundo relatos, pelo menos duas cidades, Brega e Ajdabiya, foram alvos de ataques.
A emissora "Al Arabiya" informou que a cidade petrolífera de Brega, em poder dos rebeldes, teria sido bombardeada pelo terceiro dia consecutivo. O alvo do ataque, segundo o canal de televisão, era uma das instalações petrolíferas de cidade.
O controle das instalações é essencial para a provisão elétrica da região do país que é controlada pelos rebeldes. A cidade também é a rota de acesso à própria Benghazi.
