quinta-feira, 11 de setembro de 2014

PESQUISA BADESP: DILMA 54%, MARINA 27% E AÉCIO 8% NA BAHIA

Pesquisa Babesp: Dilma tem 54%, Marina 27% e Aécio 8% na Bahia

Pesquisa Babesp: Dilma tem 54%, Marina 27% e Aécio 8% na Bahia
Foto: Arte / Metropress
O instuto Babesp divulgou nesta terça-feira (9) a pesquisa sobre a corrida para presidente na Bahia. Segundo o levantamento, Dilma Rousseff (PT) tem 54% das intenções de voto dos baianos, enquanto Marina Silva (PSB) aparece em seguida, com 27%, Aécio, com 8%, e Pastor Everaldo, 1%. Luciana Genro (PSOL), Eymael (PSDC), Levi Fidélix (PRTB), Zé Maria (PSTU) e Rui Pimenta (PCO) pontuam com menos de 1%. Nulos e brancos foram 5% e outros 5% não souberam responder. 

A pesquisa ouviu duas mil pessoas entre os dias 3 e 8 de agosto, em 84 municípios do estado e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o protocolo BA-00018/2014. 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

SÓ PARA LEMBRAR: MARINA SILVA JÁ TINHA DATA MARCADA PARA ABANDONAR EDUARDO CAMPOS

DENER GIOVANINI

Quinta-Feira 14/08/14

O estilo desagregador, prepotente e arrogante de Marina Silva, que deixou um rastro de intrigas, desconfianças e desarmonia em suas passagens pelo PT e pelo Partido Verde, já tinha data para voltar a mostrar suas garras: em nota oficial publicada no dia 26 de junho, a Rede Sustentabilidade (o grupo que segue Marina) deixou clara [...]

O estilo desagregador, prepotente e arrogante de Marina Silva, que deixou um rastro de intrigas, desconfianças e desarmonia em suas passagens pelo PT e pelo Partido Verde, já tinha data para voltar a mostrar suas garras: em nota oficial publicada no dia 26 de junho, a Rede Sustentabilidade (o grupo que segue Marina) deixou clara as suas intenções:
4. A filiação transitória democrática permite que, tão logo a Rede obtenha seu registro na Justiça Eleitoral, o que deve ocorrer nos próximos meses, seus militantes formalmente vinculados ao PSB poderão se transferir para a legenda de origem sem o risco de qualquer tipo de sanção partidária.
5. Portanto, os militantes da Rede têm data para deixar o PSB, conforme o compromisso firmado entre os partidos no final do ano passado.
Para ler a Nota da Rede na integra, CLIQUE AQUI.
É óbvio que ninguém, até então, poderia imaginar a reviravolta que aconteceria no quadro sucessório presidencial com a tragédia que se abateu sobre a candidatura de Eduardo Campos. A morte do então candidato do PSB derrubou o tabuleiro do xadrez político no chão. O jogo vai recomeçar do zero a partir de agora.
Marina Silva e sua “Rede” talvez tenha sido a pior jogada de Campos em toda a sua carreira política. Ele acreditou que Marina daria um grande impulso à sua candidatura, o que de fato não ocorreu. Talvez Eduardo, assim como tantas outras pessoas do mundo político, enxergasse nos quase 20 milhões de votos que Marina Silva obteve nas últimas eleições presidenciais um sólido patrimônio político. Foi um grande erro.
O patrimônio político de Marina Silva era tão sólido como fumaça. Seus 20 milhões de votos não lhe credenciaram sequer para construir seu próprio partido. Ela não conseguiu o número de assinaturas necessárias para obter o registro da Rede junto ao Tribunal Superior Eleitoral e, tão pouco, conseguiu impulsionar o nome de Eduardo Campos para chegar pelo menos aos dois dígitos de intenção de voto para a eleição de outubro.
Não bastasse tamanha desilusão, Marina Silva e sua Rede tiraram de Eduardo Campos apoios importantes, especialmente em colégios eleitorais fundamentais, como Rio de janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. A intransigência e a incapacidade de articulação de Marina Silva subtraíram de Eduardo palanques e alianças que poderiam ajuda-lo a tentar chegar ao segundo turno. Obviamente ninguém do PSB admitirá publicamente esse equivoco que foi a escolha da Marina como vice. Mesmo no Partido Verde, onde ela deixou um rastro de intrigas e desarmonia, quase levando o partido a desintegração absoluta, ninguém fala publicamente sobre isso.
Marina Silva quer um partido pra chamar de seu. Para mandar e impor seu messianismo “sonhático”. E o bote está se armando sobre o PSB.
Caso o partido de Eduardo Campos decida pela substituição do nome dele pelo de Marina estará apenas repetindo os erros do PT e do PV. Entregar o comando do partido a uma candidata desagregadora e com um histórico tsunâmico será o caminho mais curto para enterrar a história do PSB. Os sonháticos de Marina farão cair sobre os dirigentes do Partido Socialista Brasileiro a escuridão dos pesadelos de uma noite sem fim.
Foto: Patrícia Santos/AE

OS DESAFIOS DO PSB PARA INDICAÇÃO OU NÃO DE NOVA CANDIDATURA A PRESIDENCIA.

BRASÍLIA - Após a morte de Eduardo Campos em acidente aéreo nesta quarta-feira, o PSB deve começar a definir sua posição na campanha presidencial. A Coligação "Unidos pelo Brasil", liderada pelo PSB, tem 10 dias corridos para definir a substituição de Campos, podendo, inclusive, optar por não concorrer mais à Presidência da República. O prazo começa a contar a partir desta quinta-feira.

A lei eleitoral 9.504/97 e a resolução eleitoral 23.405/2013 estabelecem as regras para a troca do candidato após iniciado o período eleitoral. O artigo 13º da lei diz, em seu parágrafo 2º, que se o candidato for de coligação, o substituto ser filiado a qualquer partido integrante, desde que o partido ao qual pertencia o substituído, no caso, o PSB, renuncie ao seu direito de preferência. Caso isto ocorra, o novo nome pode ser oriundo do PPS, do PRP, do PHS, do PPL ou do PSL, que devem aprovar a substituição.

Os partidos que integram a coligação "Unidos pelo Brasil" não podem mais migrar oficialmente para outras coligações, mas poderá haver apoio político a outras candidaturas. Caso o PSB e os partidos coligados decidam não mais concorrer à Presidência da República, haverá um recálculo do tempo de TV entre os demais candidatos, pois, não tendo candidato, o partigo ou coligação não participa do horário eleitoral gratuito para aquele cargo 
específico.

Confira os pontos em detalhes do prevê a legislação eleitoral:

. A lei eleitoral 9.504/97 e a resolução eleitoral 23.405/2013 estabelecem as regras para a troca de candidato de uma coligação.

. A coligação tem 10 dias, a contar do fato que deu origem à substituição (o falecimento). São dez dias corridos. O prazo começa a correr a partir de hoje.

. A substituição é uma faculdade, uma prerrogativa da coligação. Podem optar por não concorrer mais à Presidência da República.


. A substituição terá que ser aprovada por decisão da maioria absoluta das direções dos partidos da coligação. Os seguintes partidos integram a coligação: PSB, PPS, PRP, PHS, PPL e PSL.


. O PSB tem a preferência na substituição, mas se o partido abrir mão, o substituto poderá ser alguém de um dos outros partidos da coligação.
. Os substitutos só podem ser pessoas filiadas aos partidos da coligação. Ser filiado é condição de elegibilidade.


. Os partidos que integram a coligação não podem mais migrar oficialmente para outras coligações, mas poderá haver apoio político a outras candidaturas.


. Caso o PSB e os partidos da coligação decidam não mais concorrer à Presidência da República, haverá um recálculo do tempo entre os demais candidatos. Para usar na TV, a coligação precisa lançar candidatura. Se não tiver candidato, não participa do horário eleitoral gratuito para aquele cargo específico.



quinta-feira, 14 de agosto de 2014

DESENVOLVENDO O PNE: META 2 TRAZ DESAFIOS HISTÓRICOS AO BRASIL

01/08/2014

Alice é uma criança que vive em uma pequena comunidade ribeirinha, a selo-desvendando-pneescola mais próxima fica a 10 horas de barco de onde vive. Antônio vive em uma ilha no litoral, onde estudou os anos iniciais do ensino fundamental, mas agora a escola não atende sua faixa etária. Já Josefa tem 11 anos e não sabe ler direito, desestimulada, ela não quer mais ir à escola. Os pais de Francisco, de sete anos e portador de deficiência, não querem manda-lo à escola com receio de que ele não receba os cuidados que precisa. Recentemente, a escola de Manoel foi fechada e agora ele tem que se locomover 15 quilômetros para ir à escola na cidade, mas a prefeitura não fornece transporte.
Alice, Antônio, Josefa, Francisco e Manoel são crianças fictícias, mas representam os desafios que a meta 2 do Plano Nacional de Educação (PNE) traz aos governos. A proposta prevê a universalização do ensino fundamental, de nove anos, para todas crianças de 6 a 14 anos até 2024. Além disto, a meta 2 demanda que 95% dos alunos finalizem esta etapa de estudos na idade adequada, até os 16 anos.
A primeira parte da meta pode não parecer tão distante. Atualmente, 93,4% das pessoas desta faixa etária estão matriculadas, segundo dados do Observatório do PNE. No entanto, em números absolutos é um desafio enorme: são 500 mil crianças e adolescentes fora da escola. “São pessoas que, geralmente, estão nas camadas mais vulneráveis da população, então, do ponto de vista da equidade, são as que mais precisam da escola”, problematiza a superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC), Anna Helena Altenfelder.
Quanto mais escura a cor, maior a quantidade de crianças fora da escola (Imagem: Unicef)
Norte e centro-oeste possuem altos índices de crianças fora da escola (Imagem: Unicef)
Além da população em situação de extrema vulnerabilidade social, crianças indígenas, com deficiências, quilombolas, ribeirinhas e da zona rural também fazem parte do grupo que segue excluído do sistema de ensino quase 20 anos após o Estado brasileiro ter assumido a tarefa de universalizar o acesso à escola. Para este grupo, são necessárias políticas específicas que deem conta de suas demandas e peculiaridades. Ações como a criação de mais escolas nas zonas rurais, garantia de transporte escolar capaz de vencer características geográficas e adequação do ano letivo à realidade local ajudam a trazer essas crianças para o ensino.
Diversidade
Cada criança é única em suas características e histórias de vida, contexto familiar e social e em seus sonhos e projetos pessoais. Naeducação integral, a escola, gestão pública e comunidade, juntas, em um esforço integrado buscam atender cada criança e adolescente em toda sua complexidade.
“São situações diversas que demandam ações específicas como a busca ativa, ou seja, ir atrás das crianças e descobrir porque elas não frequentam a escola e dar soluções particulares”, aponta a gerente da área técnica do movimentoTodos pela Educação, Alejandra Meraz Velasco. A realização da busca ativa é uma das estratégias previstas para se atingir a meta, no entanto, demanda um esforço intersetorial que nem sempre é simples de se concretar. “Isso é muito importante: para que as crianças estejam na escola é preciso uma articulação de políticas envolvendo a saúde, infraestrutura, assistência social, transporte, entre outros”, explica Anna Helena.
Para além do acesso
Além de criar vagas, é necessário garantir um ensino de qualidade com aprendizagem dos estudantes. Aí se encaixa a segunda parte da meta 2: a conclusão do ensino fundamental na idade adequada para 95% dos estudantes até 2024. Em 2012, apenas 67,4% dos adolescentes de 16 anos haviam concluído o ensino fundamental, de acordo com o Observatório do PNE.
Anos finais do ensino fundamental têm elevada distorção (Imagem: QEdu)
Anos finais do ensino fundamental têm elevada distorção (Imagem: QEdu)
Atualmente, 21% dos alunos do ensino fundamental, o que corresponde a seis milhões de crianças, estão com dois ou mais anos de atraso, gerando a chamada distorção idade-série. A situação é mais grave na etapa final (do 6º ao 9º ano) com 28% dos alunos com tal atraso. A realidade perpassa todas as regiões do país, englobando Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e vários estados nordestinos e do norte (veja mapa ao lado). A área rural é especialmente afetada com este panorama, tendo do 3º ano em diante mais de 30% dos estudantes em situação de distorção idade série.
Uma das principais consequências da distorção idade-série é a evasão escolar. Para evitar que crianças e adolescentes deixem a escola, muitos municípios e estados passaram a promover a política de progressão continuada, que prevê a reprovação apenas ao final de cada ciclo de ensino. No entanto, devido a pouca implementação de medidas de apoio eficazes aos estudantes ao longo do ano, a ação tem sido alvo de controvérsias.
Mudar a realidade da distorção idade série implica em garantir a aprendizagem das crianças e adolescentes ao longo do ano. “A criança deve aprender dentro do ano escolar, sem esperar o fim do ano pra verificar que a aprendizagem não aconteceu e ter como saída a reprovação ou a aprovação automática”, afirma Alejandra. Anna Helena também defende medidas de acompanhamento da aprendizagem para evitar a distorção. “É preciso fazer o acompanhamento no dia a dia, sabendo o que aluno está aprendendo e corrigir no processo.”
Responsabilidades compartilhadas
Os desafios trazidos pela meta 2 demandam que os governos, em seus diferentes níveis, dialoguem e ajam conjuntamente para superar o atual panorama. O ensino fundamental pode ser tarefa do município ou do estado, dependendo da estrutura local. No entanto, a responsabilidade deve ser compartilhada. “É necessária uma cooperação muito grande entre estado e municípios, o que a gente ainda não vê no país”, afirma Anna Helena, que destaca a importância da pressão social para garantir que o poder público cumpra com as suas obrigações.
Alejandra avalia que o Brasil evolui muito na questão do acesso. “Esta é uma agenda que muitos países, inclusive da região, já cumpriram no século passado, mas ainda persiste no país”, pontua. Em relação à conclusão na idade correta, ela acredita que depende, sobretudo, da qualidade do ensino.
Assim como outras metas do PNE, esta não se fecha em si mesma. Questões prevista no Plano como educação inclusiva, formação e plano de carreira de professores, alfabetização na idade certa e financiamento influem diretamente no êxito da meta 2. Nas próximas semanas, o Centro de Referências em Educação Integral seguirá debatendo o Plano, levantando os desafios que o país tem pela frente.

MORTE DE EDUARDO CAMPOS: A TENTATIVA INÓBIL DE TRANSFORMAR A TRAGÉDIA EM PIADA


Leonardo Sakamoto

Nem bem a morte do candidato à Presidência da República Eduardo Campos em um acidente aéreo, nesta quarta (13), foi confirmada e surgiram comentários com afirmações de mau gosto ou inferências políticas bizarras nas redes sociais.
Pessoas pedindo para que, no lugar de Campos, naquele jatinho, estivesse Aécio ou Dilma. Ou colocando a culpa em um ou em outro pelo acidente.
Não, isso não é piada. Muito menos revolta contra a política.
Há outro nome para esse tipo de ignomínia, para essa incapacidade crônica de sentir empatia com os passageiros de um avião que cai e com as pessoas que estavam em solo. Talvez essa impossibilidade de se reconhecer no outro e demonstrar algum apreço pela vida humana seja alguma forma de psicopatia grave.
O que não surpreende, pois tem o mesmo DNA das discussões estéreis e violentas levadas a cabo na internet, sob anonimato ou não. Mas não deixa de chocar.
Da mesma forma que choca alguns colegas jornalistas que no afã de prever o que vai acontecer com as eleições, analisam de forma desrespeitosa a situação, com ironias e sarcasmos que não cabem neste momento, desumanizando a cobertura da tragédia em busca de audiência.
É para isso que a gente desenvolveu tantas ferramentas tecnológicas com a justificativa de aproximar as pessoas e facilitar a comunicação? Para podermos mostrar como somos idiotas em tempo real? Se for assim, estávamos melhor com os tambores.
À família e aos amigos de Campos e de sua equipe e aos feridos entre os moradores de Santos, minha solidariedade. Aos que fazem disso uma brincadeira ou uma chance para vender mais, o meu eterno desprezo.
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NOTA DA BANCADA DO PSB NO SENADO FEDERAL

A bancada do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Senado Federal, profundamente chocada com a tragédia ocorrida em Santos, com o falecimento do presidente e candidato do Partido à Presidência da República, Eduardo Campos, dos companheiros Pedro Valadares Neto, Carlos Augusto Leal Filho, Alexandre Gomes e Silva, Marcelo Lira, assessores de sua campanha, e dos pilotos Geraldo Cunha e Marcos Martins, num acidente de avião, manifesta sua profunda solidariedade com os familiares, amigos e correligionários de Eduardo Campos, com o povo pernambucano e brasileiro.
O PSB perde a sua maior liderança política e o Brasil perde um dos seus principais quadros políticos. Uma liderança jovem, arrojada, comprometida com os anseios de mudança e renovação que o País tanto deseja. Mais do que isso, perde um jovem político que sonhava em transformar o Brasil num país mais justo, menos desigual social e economicamente, e que busque o desenvolvimento sustentável.
O Brasil perde uma esperança de futuro para a construção de um novo país. E nós, seus companheiros de partido e de luta, perdemos um líder, um companheiro, um amigo. A melhor forma de homenagear a memória de Eduardo Campos é continuar a sua luta por um novo Brasil, com a coragem de mudar para avançar.
Vamos em frente, honrando a sua memória e a sua trajetória, levando como bandeira suas últimas palavras na entrevista de ontem ao Jornal Nacional: “Não vamos desistir do Brasil. É aqui onde nós vamos criar nossos filhos. É aqui onde nós temos que criar uma sociedade mais justa. Para isso, é preciso ter a coragem de mudar. De fazer diferente.”
Esse é o nosso compromisso com a memória de Eduardo Campos.
Senador Rodrigo Rollemberg, líder da bancada
Senador Antonio Carlos Valadares (SE)
Senador João Capiberibe (AP)
Senadora Lídice da Mata (BA)