domingo, 2 de junho de 2013

ENEM 2013

Dicas de História para o Enem

O conteúdo de história do Enem busca avaliar no aluno sua capacidade de articular os conteúdos da disciplina com fatos atuais, através da interpretação de textos.

Por: Thales dos Santos Pinto
Os conteúdos de História que são cobrados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão inseridos na área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, sendo que é avaliado o conhecimento do aluno através de sua capacidade de interpretação textual e iconográfica. Esta é uma característica comum às provas do Enem, junto à outra que é a interdisciplinaridade.
A leitura e interpretação das questões são primordiais para a resolução das questões do Enem
A leitura e interpretação das questões são primordiais para a resolução das questões do Enem
Em História, para que sejam resolvidas as questões, é necessário que o aluno alie a interpretação textual e iconográfica com o domínio dos conteúdos dessa matéria, de acordo com o que é exigido nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), documento produzido pelo Ministério da Educação (MEC) que orienta os professores de ensino médio de todo o país.
Nesse sentido, por exemplo, o eixo temático Cidadania: diferenças e desigualdades pressupõe que o aluno consiga responder às questões em que são articulados conhecimentos sobre o tema Cidadania e liberdade, tendo os seguintes subtemas:
• A luta pela liberdade
– Rebelião de escravos na Roma antiga;
– Rebeliões e resistências dos escravos no Brasil do século XIX.
• Liberdade para lutar
– Movimentos negros nos EUA: a luta pelos direitos civis;
– Movimentos negros no Brasil: contra a discriminação, por trabalho e educação.
Será cobrado do participante do Enem que ele tenha capacidade de raciocinar sobre questões que relacionem os vários momentos em que a escravidão foi utilizada ao longo da história, bem como as lutas pela liberdade realizadas pelas populações escravizadas, buscando perceber esses movimentos como um processo de construção de cidadania.
Um exemplo deste conteúdo pode ser percebido na questão abaixo, retirada do exame de 2011.
(Enem 2011) A Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, inclui no currículo dos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, a obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira e determina que o conteúdo programático incluirá o estudo da História da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil, além de instituir, no calendário escolar, o dia 20 de novembro como data comemorativa do “Dia da Consciência Negra”.
Disponível em: http://www.planalto.gov.br. Acesso em: 27 jul. 2010 (adaptado).
A referida lei representa um avanço não só para a educação nacional, mas também para a sociedade brasileira, porque

A- legitima o ensino das ciências humanas nas escolas.
B - divulga conhecimentos para a população afro-brasileira.
C - reforça a concepção etnocêntrica sobre a África e sua cultura.
D - garante aos afrodescendentes a igualdade no acesso à educação.
E - impulsiona o reconhecimento da pluralidade étnico-racial do país.

Para responder a esta questão, o aluno necessita relacionar o processo histórico de formação nacional com a extensa utilização de força de trabalho no Brasil e as contribuições culturais dadas pelos africanos nesse processo formativo, além de perceber, ainda, como a luta por direitos e o reconhecimento da cidadania passam por ações legislativas que buscam impulsionar a percepção da importância e da existência de uma pluralidade étnico-racial no Brasil.
O candidato pode perceber que nesse tipo de questão há todos os elementos apontados acima: um processo histórico de luta pela cidadania pela população africana escravizada no Brasil que resultou em uma legislação contemporânea que visa estimular o reconhecimento da pluralidade étnico-racial do país.

SUGESTÕES DE ESTUDO DE HISTÓRIA PARA O ENEM

Sugestão de estudo de História para o Enem

O estudo de História para o Enem sempre necessitará de uma boa carga de leitura para dominar o conteúdo da disciplina e poder realizar uma boa interpretação dos textos.

Por Tales dos Santos Pinto




Aliar estudo nos livros e interpretação de textos é a chave para os estudos de História do Enem
As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são caracterizadas pela interdisciplinaridade de seus temas e pela capacidade interpretativa que é exigida dos candidatos. No que se refere às questões deHistória, o candidato do Enem deve aliar os conteúdos que estudou durante o ensino médio com a interpretação dos textos que são utilizados como enunciados das questões.
Uma primeira forma de proceder durante a prova deve ser a leitura atenta dos enunciados das questões. Geralmente são apresentados textos de historiadores em que muitas vezes a linguagem é mais erudita, sendo necessária maior atenção do aluno. Uma dica para a prova, e que geralmente é utilizada no próprio estudo da história, é “questionar o texto”. No caso da prova do Enem, o candidato pode inicialmente ler a questão e com ela direcionar a leitura do texto que é apresentado. O próprio texto responde à questão, facilitando a escolha da alternativa.
As questões buscam ainda relacionar fatos do passado com acontecimentos recentes. Exemplo pode ser encontrado com o tema cidadania, principalmente no que se refere ao direito de voto. Muitas questões do Enem pretendem avaliar o conhecimento que os candidatos têm sobre a história do direito de voto no mundo, que surgiu com mais força após a Revolução Francesa de 1778 e, no Brasil, principalmente no Período Republicano. Nesse sentido, conhecimentos sobre o voto do cabresto e coronelismo na República Velha, além da campanha das Diretas Já na década de 1980 podem ser cobrados.
O conhecimento sobre o desenvolvimento do capitalismo e o surgimento das classes sociais e de seus movimentos políticos também é geralmente pedido. Na história brasileira abordada no Enem tem ganhado significativa importância a Era Vargas, por representar o principal impulso ao desenvolvimento do capitalismo no Brasil e também por surgir as primeiras medidas legislativas de direitos trabalhistas. No âmbito de história geral, é necessária uma especial atenção ao desenvolvimento das lutas da classe operária europeia no século XIX e as correntes políticas que surgiram no período, como o liberalismo, o socialismo, o comunismo e o anarquismo. É importante, nesse sentido, dominar o conteúdo sobre Revolução Russa e suas consequências no século XX.
A formação das identidades culturais é também tema recorrente nos conteúdos de História do Enem. É importante para o aluno estudar a escravidão no Brasil e refletir sobre suas consequências na formação da população brasileira, principalmente a existência de elementos de matriz africana na identidade nacional.
Por fim, em virtude das ações da Comissão da Verdade, pode ser pedido ao candidato que responda a questões sobre a memória nacional e como a tentativa de investigar os crimes da ditadura militar está relacionada a esse esforço, apresentada como meio de consolidar o processo democrático, afastando as possibilidades de um novo regime militar no país. Um caminho para se atualizar sobre esse debate pode ser encontrado nas reportagens sobre o depoimento do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra à Comissão da Verdade, ocorrido em maio de 2013.
Mas a principal sugestão é muita leitura. Não apenas para a prova do Enem, mas também para a própria vida do estudante.

HISTÓRIA DOS COMBUSTÍVEIS

História dos Combustíveis


A busca por fontes de energia aparece desde os tempos da Pré-História.


Ao longo da História, a relação do homem com a natureza foi responsável por uma série de transformações significativas. A busca por condições de vida mais confortáveis acabou trilhando o desenvolvimento dos vários combustíveis que marcam a história humana. Nesse percurso, podemos destacar que a mais recente preocupação de cientistas e estudiosos é desenvolver fontes de energia com impacto ambiental reduzido ou nulo.

A madeira é a mais antiga fonte de energia que se tem conhecimento. Nos tempos pré-históricos, a lenha era instrumento fundamental afastar as temperaturas extremas do inverno, afugentar animais ferozes e incrementar o preparo dos alimentos. Apesar de muito poluente, a madeira ainda é largamente utilizada em países que apresentam um tímido desenvolvimento industrial.

Com a Revolução Industrial, a exploração das fontes de energia sofreu uma de suas mais importantes guinadas. O desenvolvimento de novas tecnologias e a produção em larga escala motivou a busca por novos combustíveis. Nesse contexto, entre os séculos XVIII e XIX, o carvão mineral se tornou indispensável para o funcionamento dos primeiros motores movidos a vapor. Nos dias de hoje, após sofrer uma acentuada queda em seu uso, o carvão mineral dá sinais de recuperação com as crises do setor petrolífero.

Nos primeiros anos do século XX, a popularização dos automóveis ampliou ainda mais a demanda internacional por combustíveis de alto desempenho. Dessa forma, os combustíveis fósseis (então somente empregados na obtenção do querosene) passaram a ser fonte de obtenção da gasolina. Algumas décadas mais tarde, essa mesma tendência transformou o diesel em um combustível de grande uso a partir da Segunda Guerra Mundial.

Na década de 1940, o desenvolvimento da física possibilitou que a energia nuclear fosse explorada por conta do potencial de produção energética. Mesmo com este argumento atrativo, a construção de usinas nucleares gerou grande preocupação entre as autoridades políticas e ambientais. A manutenção desse tipo de unidade energética envolve um rigoroso controle e qualquer acidente pode promover um impacto de sérias proporções.

Ao longo da década de 1970, as duas crises do petróleo instigaram a busca por novas fontes de energia, incluindo o Brasil. Por meio da fermentação da sacarose, o álcool anidro passou a ser empregado em veículos e oferecia índices menores na emissão de gases poluentes. Obtido pela cana-de-açúcar, esse tipo de combustível teve grande demanda até a década de 1980. Atualmente, a sua presença no mercado internacional ganhou novo impulso com o desenvolvimento dos veículos bicombustíveis.

Nas últimas décadas, a preocupação com os impactos ambientais causados pela emissão de gases poluentes demarcou uma fase inédita na história dos combustíveis. A construção das usinas hidrelétricas, as placas de captação da energia solar e a energia eólica ganharam destaque enquanto fontes limpas de energia. Apesar de seu alto custo de produção, esses recursos alternativos respondem à emergência de problemas muito mais urgentes.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

TRÂNSITO DA ZONA OESTE DA CIDADE DE VITÓRIA DA CONQUISTA CONTINUA CAÓTICO

     O trânsito na avenida mais movimentada da cidade de Vitória da Conquista é caótico e deixa moradores dos bairros circo vizinhos irritados com a falta de estrutura e sinalização nas principais avenidas de acesso aos diversos locais da cidade. Para atravessar a avenida Brumado em qualquer hora do dia, os motoristas são obrigados a parar no meio da pista e obrigar os carros a dar passagem, o que aumenta o risco de acidentes. Além disso os pedestres ficam impossibilitados de andar pelas calçadas devido ao estacionamento de carros em todo o perímetro, sem falar que os comerciantes expõe nas calcadas seus produtos como, motos carros, bicicletas gaiolas com animais a venda, pneus.etc. 
     Outra avenida bastante desorganizada é a Frei Benjamim, do Seminário de Nossa Senhora de Fátima até o contorno do Colégio da Policia Militar é caótico e perigoso para pedestre, ciclistas, veículos. Além desse caos no transito, a fiscalização da Polícia e do Sintrans não existe, são motos trafegando com um barulho insuportável, carros equipados com som alto, carretas e caminhões trafegando no meio dos carros, usando buzinas  que transmitem sons insuportáveis aos ouvidos humanos.
    Na avenida Pará, a situação não é diferente, não existe nenhuma sinalização. A pista não oferece condições de trafego, pois não existe uniformidade do piso o que dificulta o fluxo de carros. Não existe calçada apropriada e ficamos imaginando a dificuldade de locomoção de pessoas idosas, crianças e deficientes físicos.
     Na verdade estamos reféns de promessas que não se cumprem e do imenso descaso com os bairros da zona oeste da cidade. Enquanto isso, bairros novos recebem investimentos pesados em rede de esgoto e pavimentação, enquanto outros como o Senhorinha Cairo, Miro Cairo, Cidade Maravilhosa e adjacência continuam esperando há mais de 40 anos o cumprimento de promessas.
      Como morador do Bairro Ibirapuera há  40 anos exijo do poder público municipal, melhorias no trânsito da zona oeste, melhorias e investimentos do lado de cá da cidade, como ficou conhecida esta região com a construção da Rio Bahia.

Marlúcio Gomes