segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Marcha das Margaridas terá debates, oficinas e atividades culturais


Mobilização das trabalhadoras no campo começa nesta segunda (15), em Brasília


Brasília vai parar para ver, conhecer e escutar as dezenas de milhares de trabalhadoras do campo e da floresta que chegam à capital a partir desta segunda-feira (15). Elas vão compor a Cidade das Margaridas, no Parque da Cidade (ao lado do Pavilhão de Exposições), de onde partem em marcha para a Esplanada dos Ministérios na quarta-feira (17). Antes da marcha em si, uma programação intensa movimenta o Pavilhão do Parque.
No dia 16 (terça-feira), as atividades na Cidade começam às 9h com a inauguração da Mostra Nacional da Produção das Margaridas, onde o público poderá conhecer o artesanato e os produtos da agricultura familiar. Nesse mesmo horário, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) aplica questionário inédito às mulheres sobre as condições de vida, saúde e trabalho.
Às 9h30, acontece o lançamento da Campanha contra os Agrotóxicos, seguida por dois painéis de debate sobre o lema da Marcha deste ano: Desenvolvimento Sustentável com Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade. O primeiro foca em biodiversidade e democratização dos recursos naturais; terra, água e agroecologia; soberania e segurança alimentar e nutricional; autonomia econômica, trabalho e renda. O segundo painel debate saúde pública e direitos reprodutivos; educação não sexista, sexualidade e violência; democracia, poder e participação política.

Simultaneamente, sete oficinas voltadas para as trabalhadoras versam sobre os eixos temáticos da pauta de reivindicações das trabalhadoras. Às 10h, a Câmara dos Deputados sedia sessão solene em homenagem à Marcha. Em seguida, no Hall da Taquigrafia, acontece a abertura da mostra fotográfica “Mulheres do campo e da floresta tecem novo amanhecer”, com ato político de entrega da pauta de reivindicações ao Congresso Nacional, com a presença da atriz Letícia Sabatella, engajada na ONG Humanos Direitos.

A abertura política da Marcha das Margaridas está marcada para as 14h, com a participação do filósofo e teólogo Leonardo Boff já confirmada. No período da tarde, publicações sobre a Lei Maria da Penha e outros temas relativos aos direitos das mulheres oferecem reflexões ao público. Às 17h, o lançamento do CD Canto das Margaridas, cuja primeira faixa é a música que será entoada durante a caminhada de protesto, promete ser um dos momentos de emoção da programação: as Loucas de Pedra Lilás, grupo de Recife que compôs a letra do canto principal, são acompanhadas por coro gigante de todas as mulheres que gravaram o CD.

Durante todo o dia, apresentações de folclore gaúcho, carimbó paraense, côco de roda, rasqueado matogrossense e tambor de crioula alegram Cidade das Margridas. Um dos pontos altos da programação cultural é a homenagem que as violeiras e repentistas paraibanas Maria Soledade e Minervina fazem a Margarida Alves, prevista para as 14h. Às 20h30, a cantora baiana Margareth Menezes se apresenta no palco principal.

Finalmente, na quarta-feira (17), as mulheres saem do Parque da Cidade em direção à Esplanada na primeira hora do dia. Lá chegando, fazem o ato político e esperam encontrar a presidenta Dilma para ouvir as respostas do governo à pauta de reivindicações por mais e melhores políticas públicas para o meio rural.

O que é
É uma ação estratégica das mulheres do campo e da floresta para conquistar visibilidade, reconhecimento social e político e cidadania plena.
A Marcha das Margaridas se consolidou na luta contra a fome, a pobreza e a violência sexista e sua agenda política de 2011 tem como lema desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade.
Coordenada pelo Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais composto pela Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura – Contag, por 27 Federações – Fetag’s e mais de 4000 sindicatos, sua realização conta com ampla parceria.
A maior mobilização de mulheres trabalhadoras rurais do campo e da floresta do Brasil tem esse nome, como uma forma de homenagear a trabalhadora rural e líder sindical Margarida Maria Alves.
Margarida Alves é um grande símbolo da luta das mulheres por terra, trabalho, igualdade, justiça e dignidade. Rompeu com padrões tradicionais de gênero ao ocupar por 12 anos a presidência do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alagoa Grande, estado da Paraíba. À frente do sindicato fundou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. A sua trajetória sindical foi marcada pela luta contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária. Margarida Alves foi brutalmente assassinada pelos usineiros da Paraíba em 12 de agosto de 1983.



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domingo, 14 de agosto de 2011

APLB: CHAPA 1 VENCE, PARA OPOSIÇÃO É FRAUDE

 
O resultado parcial das eleições do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) é divulgado, paliativamente, no site da entidade de classe. No entanto, na noite desta quarta-feira (10), os números já apontam a vitória da Chapa 1, candidata à reeleição. São 29, 7 mil votos dos atuais representantes da categoria contra 4 mil da agremiação de oposição. O presidente do sindicato, Ruy Oliveira, afirma que “a vitória já está consolidada” e que o resultado representa “a vontade da categoria”, mas espera a publicação do saldo final para se declarar, mais uma vez, presidente da APLB. O outro lado, no entanto, continua a assegurar que teria sido vítima de boicote e fraude.  O primeiro diretor da sigla adversária, César Carneiro, em entrevista ao Bahia Notícias, reafirmou que problemas ocorreram em todo o estado. “Na verdade, nós ganhamos nos locais onde fiscalizamos e perdemos onde nossos fiscais não puderam ir. A situação de Barreiras (município do oeste baiano) é emblemática. Fiscalizamos uma urna e, nela, ganhamos. Em todas as outras, perdemos. São circunstâncias como essa que põem em cheque a lisura da eleição”, argumentou. Ele aponta como exemplo o município de Ibotirama, também localizado no oeste da Bahia, onde, de 336 votantes, a Chapa 2 não recebeu um voto sequer. “Já estamos com audiência marcada na Justiça pedindo a suspensão das eleições e agora vamos alimentar com documentação. Tínhamos indício de que a eleição ia ser fraudulenta, agora temos provas”, acusou. Carneiro também diz, em manifestação contrária à posição de Oliveira, que em diversos pontos do estado a chapa oposicionista não sabia em que escolas ocorreriam as votações. “Sabíamos de onde sairiam as urnas, mas não sabíamos todos os locais em que elas passariam e nem os seus roteiros”, pontuou.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

PEDAGOGIA CRÍTICO SOCIAL DOS CONTEÚDOS

A Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos surge no final dos anos 70 e início dos 80. Difere das duas progressistas anteriores pela ênfase que dá aos conteúdos, confrontando-os com a realidade social, bem como a ênfase às relações interpessoais e ao crescimento que delas resulta, centrado no desenvolvimento da personalidade do indivíduo, em seus processos de construção e organização pessoal da realidade. 
Compreende que não basta ter como conteúdo escolar às questões sociais atuais, mas é necessário que o aluno possa se reconhecer nos conteúdos e modelos sociais apresentados para desenvolver a capacidade de processar informações e lidar com os estímulos do ambiente buscando ampliar as experiências e adquirir o aprendizado. 
Sendo a escola parte integrante do todo social deve servir aos interesses populares garantindo um bom ensino, preparando o aluno para o mundo, proporcionando-lhe a aquisição dos conteúdos concretos e significativos, fornecendo-lhe instrumental para a sua inserção no contexto social de forma organizada e ativa.
Neste contexto o professor é o mediador, cuja função é orientar, abrir perspectivas numa relação de troca entre o meio e o aluno, a partir dos conteúdos. 
Os métodos desta tendência buscam favorecer a coerência entre a teoria e a prática, ou seja, a correspondência dos conteúdos com os interesses dos alunos. A princípio o professor busca verificar o que o aluno já sabe, pois o conhecimento novo se apóia numa
estrutura cognitiva já existente, ou verificar a estrutura que o aluno ainda não dispõe para que haja uma compreensão tanto do aluno como do professor e, através da disposição de ambos, possa se fazer aprendizagens significativas. A aprendizagem se dá quando o aluno ultrapassa sua visão parcial e confusa e adquire uma visão mais clara e unificadora.