segunda-feira, 27 de junho de 2011

VIOLÊNCIA CONTRA PROFESSORES.

Câmara analisa projeto de lei que pune violência contra o professor

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino. 

Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente. 

A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.  

Indisciplina
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Quando eu era estudante do ensino médio, os meus professores me serviam de referência, era possível ser amiga deles. Ao mesmo tempo em que podíamos brincar com eles, havia um respeito enorme por aqueles que nos ensinavam um pouco mais dia a dia. É muito triste perceber que o desrespeito e a violência ao professor imperam no dia de hoje.

Amannda Oliveira 

domingo, 26 de junho de 2011

SÃO PAULO É MAIS GAY OU EVANGÉLICA?

24/06/2011 - 08h43


Como considero a diversidade o ponto mais interessante da cidade de São Paulo, gosto da ideia de termos, tão próximas, as paradas gay e evangélica tomando as ruas pacificamente. Tão próximas no tempo e no espaço, elas têm diferenças brutais.
Os gays não querem tirar o direito dos evangélicos (nem de ninguém) de serem respeitados. Já a parada evangélica não respeita os direitos dos gays (o que, vamos reconhecer, é um direito deles). Ou seja, quer uma sociedade com menos direitos e menos diversidade.
Os gays usam a alegria para falar e se manifestar. A parada evangélica tem um ranço um tanto raivoso, já que, em meio à sua pregação, faz ataques a diversos segmentos da sociedade. Nesse ano, um do seus focos foi o STF.
Por trás da parada gay, não há esquemas políticos nem partidários. Na parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições, basta ver o número de políticos no desfile em posição de liderança. Isso para não falar de muitos personagens que, se não têm contas a acertas com Deus, certamente têm com a Justiça dos mortais, acusados de fraudes financeiras.
Nada contra --muito pelo contrário-- o direito dos evangélicos terem seu direito de se manifestarem. Mas prefiro a alegria dos gays que querem que todos sejam alegres. Inclusive os evangélicos.
Civilidade é a diversidade. São Paulo, portanto, é mais gay do que evangélica.
Gilberto Dimenstein Gilberto Dimenstein, 53 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha.com às segundas-feiras.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A LUTA PELA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE PRECISA CONTINUAR

Por:Maria Cristina Almeida de Oliveira Vilas Boas*

Tenho acompanhado pelo seu programa e por outros meios de comunicação as notícias da greve dos professores das Universidades Estaduais da Bahia e dos professores da Rede Municipal de Ensino, e os apoio completamente.

Devo informá-lo de que, neste momento, nós, professores da Rede Estadual, em Vitória da Conquista, estamos também em alerta para deflagrarmos um movimento contra o desrespeito do Governo do Estado em relação à nossa categoria.

Como se não bastasse a histórica desvalorização que os trabalhadores em educação vêm sofrendo, tanto do ponto de vista financeiro quanto da sua dignidade humana, temos sido vítimas de perversas arbitrariedades no que diz respeito aos nossos direitos.

FALO DE DIREITOS ADQUIRIDOS QUE NOS TÊM SIDO IMPIEDOSAMENTE NEGADOS!!!!

Um deles é o direito à licença-prêmio que, segundo a lei, após cinco anos trabalhados o funcionário público tem direito. Em outras secretarias isso funciona. Na secretaria de educação, para os professores da Educação Básica NÃO!!! Existem casos em que professores chegam à fase de aposentadoria com até cinco licenças vencidas e têm de assinar um documento abrindo mão desse direito a fim de que o processo seja encaminhado.

ISSO NÃO É TRISTE????

E por falar em aposentadoria, a nossa, que já deixou de ser especial por causa do fator previdenciário, passou agora a ser “atemporal”, pois, quando o professor preenche os requisitos para pedir aposentadoria, dá-se início à “operação tartaruga” e começa, então, uma angustiante espera. Existem casos de mais de quatro anos de espera até a publicação no DOE. Professores, então, com mais de trinta e cinco anos de regência, começam a sentir as famosas doenças ocupacionais. Impossibilitados de trabalhar, as licenças médicas são inevitáveis e, portanto, alunos sem aula, porque a burocracia (proposital?) impede a liberação de substitutos imediatamente. Há casos em que o professor retorna do período de licença sem que tenha havido substituto. Enquanto isso, os filhos dos trabalhadores ficam sem aulas. E há quem diga que a culpa da má qualidade de ensino é do professor. Será?

Não posso deixar de registrar também o fantasma da excedência. É triste vermos colegas nossos às portas das escolas, mendigando carga horária, como aconteceu recentemente com nosso colegas do extinto colégio Dirlene Mendonça. Todo início de ano letivo é um sofrimento para muitos professores que correm o risco de ficar sem carga horária em seus colégios e são obrigados a saírem à procura, de porta em porta. É... Estamos feito cães sem donos, entregues ao descaso! Uma atitude política coerente seria diminuição do número de alunos por sala e agilidade na liberação de aposentadorias. Muitas vagas surgiriam. Tenho certeza disso.

Como se não bastasse tudo isso, somos uma categoria que faz prova para conseguir aumento salarial. Além da enorme e massacrante prova elaborada pela CESPE-UNB, somos também avaliados pelo IDEB DA ESCOLA. Isso significa que o Estado está transferindo para o professor toda a responsabilidade do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). E não é suficiente atingir a nota para aprovação, pois há um número limitado de vagas. OU SEJA, É PRECISO SER MELHOR QUE O COLEGA, O QUE NÃO SIGNIFICA, NECESSARIAMENTE, A COMPETÊNCIA REAL DESSE PROFISSIONAL NO SEU DIA-A-DIA DE TRABALHO.

NÃO TEMOS MEDO DE SER AVALIADOS (ALIÁS, JÁ ME SUBMETI DUAS VEZES ÀS PROVAS DE CERTIFICAÇÃO E FUI APROVADA). MAS ATRELAR A PROGRESSÃO SALARIAL A ESSES MASSACRES...

ALIÁS, POR QUE OS VEREADORES, PREFEITOS, DEPUTADOS, SECRETÁRIOS, MINISTROS NÃO FAZEM PROVAS TAMBÉM? SERÁ QUE ELES TERIAM CORAGEM?
DUVIDO! E por falar nisso, onde estão os nossos representantes, a quem confiamos uma das coisas mais sagradas que há no ser humano: o nosso VOTO de confiança!!!!!

Devo Lembrar, ainda, que também somos vítimas do Decreto que dificulta a saída de professores para cursos de pós-graduação, caso seja necessária a liberação do profissional de sala de aula além de Portarias que dificultam a liberação das licenças prêmio, mesmo para quem já tem um tempo considerável de serviço.

Convém também salientar que funcionários efetivos nas dependências das escolas estão em EXTINÇÃO, já que há anos não existe concurso E NÃO EXISTE UM PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS PARA ESSES FUNCIONÁRIOS. Enquanto isso, as escolas e demais órgãos do estado contam com funcionários (muitos deles excelentes) sem nenhum vínculo empregatício (são PST – prestadores de serviços temporários). ISSO É UMA EXPLORAÇÃO!

ASSIM, FICA DIFÍCIL ATRAIR BONS ESTUDANTES PARA OS CURSOS DE LICENCIATURAS. QUEM QUER ESTUDAR TANTO PARA SER EXPLORADO, DESRESPEITADO, MENOSPREZADO?

POR ISSO E MUITO MAIS, NÓS, PROFESSORES DA REDE ESTADUAL, PARALISAMOS NOSSAS NO DIA 31/05/2011, COMO INÍCIO DE CONSTANTE MOBILIZAÇÃO, CONFORME FICOU DELIBERADO EM REUNIÃO em 30/05/2011, por professores do Instituto de Educação Euclides Dantas.
Falo em nome de colegas professores e professoras dos turnos matutino e vespertino do Instituto de Educação Euclides Dantas.

Em princípio, sentíamo-nos um pouco como o José, de Drummond. Mas fomos descobrindo que não queríamos cavalo branco que fugisse a galope, porque queremos ficar e enfrentar...
E descobrimos que não estamos sem discurso, pelo contrário, ele está voltando, e Forte!

ESPERAMOS QUE ESTE MOVIMENTO CRESÇA!
COLEGAS, A UNIÃO É A NOSSA MAIOR ARMA. PARTICIPEM!


 Maria Cristina Almeida de Oliveira Vilas Boas*

quinta-feira, 9 de junho de 2011

RESGATANDO AS TRADIÇÕES JUNINAS

No dia 17 de junho os professores do CIENB, sob a coordenação do Professor Marlúcio Gomes será realizado a festa de culminancia do Projeto Resgatando as Tradições Juninas. Para realizar o evento a equipe escolar está promovendo a venda de bilhetes de um Balaio Junino, onde os professores oferecem os produtos  o que garante o sorteio no dia da festa. Esse trabalho vem sendo realizado há alguns anos e tem como objetivo principal a integração entre os alunos além de mostrar as belezas da cultura nordestina através do forró pé de serra.
Em mutas disciplinas os alunos estão envolvidos em pesquisas sobre as origens das festas juninas e estão fazendo várias apresentações como, casamento caipira, quebra pote e muita comidas típicas.
No dia 17 de junho todos os alunos, professores, direção e funcionários estarão envolvinos no grande arrasta pé que será movido por muita alegria, forró pé de serra e comidas típicas.

Parabéns CIENB. Estamos prontos para crescer!